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	<title>Joana Graça, Author at My Pediatria</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Pediatria e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças pediátricas.</description>
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		<title>Alergologia Pediátrica: o desafio de tratar jovens polissensibilizados com múltiplas manifestações alérgicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 16:03:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A gestão de crianças e jovens com múltiplas alergias — os chamados polissensibilizados — é um dos maiores desafios da Alergologia Pediátrica atual. A propósito da sua intervenção na 12.ª Reunião Temática da Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica (SPAP), subordinada ao tema “Abordagem dos adolescentes Polisensibilizados e com Manifestações Alérgicas Múltiplas”, Maria Alfaro, alergologista pediátrica no Hospital de Faro, partilhou a sua visão [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A gestão de crianças e jovens com múltiplas alergias — os chamados polissensibilizados — é um dos maiores desafios da Alergologia Pediátrica atual. A propósito da sua intervenção na 12.ª Reunião Temática da Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica (SPAP), subordinada ao tema “Abordagem dos adolescentes Polisensibilizados e com Manifestações Alérgicas Múltiplas”, <strong>Maria Alfaro</strong>, alergologista pediátrica no Hospital de Faro, partilhou a sua visão sobre o panorama atual. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista, a especialista aborda a evolução das estratégias terapêuticas, a importância da&nbsp;Medicina de&nbsp;Precisão e a necessidade de uma articulação estreita com a Medicina Geral e Familiar (MGF) para garantir a segurança e a qualidade de vida destes doentes complexos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista começa por sublinhar que a percentagem de crianças e adolescentes com algum tipo de manifestação alérgica tem vindo a aumentar nos últimos anos, estando atualmente compreendida entre 10-30%, e destes, mais de 50% podem ser polisensibilizados, o que está relacionado com maior número de crises e mais graves.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sabemos que a adolescência é um período muito crítico do ponto de vista de alterações a nível físico, hormonal, imunológico, emocional e psicológico. Trata-se de um doente de risco, independentemente da doença, por vezes com acompanhamento médico irregular, menor supervisão pela família, com tendência a esquecer a medicação&#8221;, explica. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No doente atópico, a exposição progressiva ao longo dos anos aos vários alergénios – a chamada marcha alérgica – torna o doente adolescente um caso mais desafiante, porque nem sempre sabemos qual é o alergénio especificamente responsável pelas crises. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos nesta idade comportamentos de risco, tabaco/<em>vaping</em>, refeições fora de casa, viagens e outros, muitas vezes fruto de crenças ou falta de informação relativamente à sua doença, o que pode levar a minimizar ou desvalorizar sintomas iniciais ou o uso de adrenalina auto-injectável. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É um doente que precisa de um estudo mais aprofundado e personalizado para identificar quais são os alergénios responsáveis pelas suas manifestações alérgicas”, afirma.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta população em particular, o cumprimento terapêutico é importante, e nos casos com indicação para desensibilização com imunoterapia, a administração mensal de forma subcutânea, poderá ser uma alternativa para melhorar a adesão e o sucesso a terapêutico. Nos casos mais graves, com asma e/ou alergia alimentar e risco de anafilaxia, a especialista reforça a importância de levar sempre um <em>kit </em>com a medicação, e de envolver a família, escola e amigos, informando-os de que forma podem intervir numa situação de crise.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">“É importante que haja programas educativos e informativos, articulados com outros profissionais de saúde, infantários, escolas e centros de desporto, para terem noção da gravidade, mas também para se sentirem capacitados para agir caso haja uma reação alérgica ou uma crisede asma ou qualquer outra manifestação em que seja necessário actuar”, reforça. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O papel fundamental da Medicina Geral e Familiar </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Maria Alfaro, o médico de família é o elo de ligação essencial, principalmente quando se tem em consideração o tempo&nbsp;de espera para consultas de especialidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O médico de MGF é quem está mais próximo da família. É essencial que saiba identificar os sinais de alerta e que esteja confortável no seguimento destes doentes, por exemplo, em invocar um plano de emergência ou verificar se a terapêutica e a técnica, no caso dos inaladores e da adrenalina auto-injetável, está correta&#8221;, refere. A médica reforça que este apoio de proximidade reduz a ansiedade dos pais e melhora a adesão ao tratamento. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Desafios e evolução terapêutica </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os desafios passam pela maior literacia por parte dos doentes, familiares, amigos, escolas, restauração e dos profissionais de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, os novos meios complementares de diagnóstico, nomeadamente o estudo molecular, e as recentes alternativas terapêuticas, tem sido ferramentas que nos permitem hoje em dia um diagnóstico mais individualizado, e evidentemente uma terapêutica mais precisa e eficaz para estes doentes mais complexos.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O grande desafio, neste nosso doente adolescente polisensibilizado, é permitir que desfrute desta etapa da sua vida, sem medos nem limitações, mas em segurança”, termina Maria Alfaro.</p>
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		<title>Tuberculose infantil diminui em Portugal</title>
		<link>https://mypediatria.pt/atualidade/tuberculose-infantil-diminui-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 11:43:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Portugal registou 37 casos de tuberculose em menores de 14 anos em 2024. O relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) destaca a redução no grupo até aos cinco anos, com 19 notificações. A taxa de incidência neste escalão fixou-se em 3,7 por 100 mil crianças, valor inferior aos dois anos anteriores. Entre os 6 e [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Portugal registou 37 casos de tuberculose em menores de 14 anos em 2024. O relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) destaca a redução no grupo até aos cinco anos, com 19 notificações. A taxa de incidência neste escalão fixou-se em 3,7 por 100 mil crianças, valor inferior aos dois anos anteriores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os 6 e os 14 anos, registaram-se 18 casos, com uma taxa de incidência de 2,1 por 100 mil, estável face a 2023. A distribuição geográfica evidencia maior concentração de casos nos distritos de Lisboa, Setúbal e Porto, em ambos os grupos etários. A cobertura vacinal com BCG foi de 36,8% nas crianças até aos 5 anos e de 44,4% entre os 6 e os 14 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a DGS, a tuberculose pediátrica mantém-se associada à transmissão a partir de casos em adultos, sendo as crianças um grupo particularmente vulnerável à progressão rápida da infeção para a doença.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os casos em crianças representaram 2,4% do total de 1 536 notificações anuais, sem registo de óbitos. Em contraste, a população migrante representa já 39,1% das notificações. &#8220;Esta população é vulnerável porque muitos provêm de países com alta incidência e podem chegar já infetados&#8221;, explica Sofia Sousa, adjunta do Programa Nacional para a Tuberculose.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A DGS reforça a importância do diagnóstico precoce e do acesso equitativo ao tratamento para reduzir a transmissão.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: LUSA</p>



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