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	<title>Sofia Dutra, Author at My Pediatria</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Pediatria e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças pediátricas.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 07 Aug 2026 09:24:15 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Sofia Dutra, Author at My Pediatria</title>
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		<title>IMC materno antes da gravidez associa-se à dinâmica funcional do cérebro neonatal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 09:24:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O índice de massa corporal (IMC) materno antes da gravidez poderá influenciar a organização funcional do cérebro do recém-nascido, segundo um estudo baseado em 437 bebés incluídos no Developing Human Connectome Project. A investigação avaliou a dinâmica das redes cerebrais através de ressonância magnética funcional e da técnica Leading Eigenvector Analysis (LEiDA), procurando também determinar [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O índice de massa corporal (IMC) materno antes da gravidez poderá influenciar a organização funcional do cérebro do recém-nascido, segundo um estudo baseado em 437 bebés incluídos no Developing Human Connectome Project. A investigação avaliou a dinâmica das redes cerebrais através de ressonância magnética funcional e da técnica Leading Eigenvector Analysis (LEiDA), procurando também determinar o efeito dos sintomas depressivos perinatais maternos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que um IMC pré-gravidez mais elevado esteve associado a menor estabilidade de uma rede funcional que envolve regiões frontais, parietais e temporais. De acordo com os autores, esta rede tende a tornar-se mais estável ao longo do desenvolvimento, pelo que a redução observada poderá refletir uma maturação mais lenta destes circuitos, com possível impacto no neurodesenvolvimento futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo contrário, os sintomas depressivos maternos, avaliados pela Edinburgh Postnatal Depression Scale, não apresentaram associação com a dinâmica das redes cerebrais neonatais nem modificaram o efeito do IMC materno. Os autores defendem que a saúde metabólica antes da gravidez poderá desempenhar um papel na organização funcional precoce do cérebro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41540202/">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Anafilaxia pediátrica em Portugal: emergência crescente, mas ainda subdiagnosticada</title>
		<link>https://mypediatria.pt/atualidade/anafilaxia-pediatrica-em-portugal-emergencia-crescente-mas-ainda-subdiagnosticada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 09:04:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo realizado em Portugal, publicado na Revista Portuguesa de Imunoalergologia, reforça que a anafilaxia em idade pediátrica continua a ser uma emergência médica em crescimento, mas ainda subdiagnosticada e subnotificada, o que dificulta a sua verdadeira caracterização epidemiológica. A investigação, desenvolvida ao longo de quatro anos (maio de 2020 a maio de 2024) incluiu [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um estudo realizado em Portugal, publicado na Revista Portuguesa de Imunoalergologia, reforça que a anafilaxia em idade pediátrica continua a ser uma emergência médica em crescimento, mas ainda subdiagnosticada e subnotificada, o que dificulta a sua verdadeira caracterização epidemiológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação, desenvolvida ao longo de quatro anos (maio de 2020 a maio de 2024) incluiu 101 crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos, com diagnóstico de anafilaxia confirmado por imunoalergologista. A idade média dos doentes foi de 6,8 ± 4,5 anos, sendo 62% do sexo masculino e cerca de 49% com asma associada. A primeira reação anafilática ocorreu maioritariamente em idade pré-escolar (85%), com mediana de dois anos, embora tenham sido registados casos desde o primeiro mês de vida até aos 15 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria das reações aconteceu fora do ambiente hospitalar, sobretudo no domicílio (68%), seguido da escola (15%) e de restaurantes (9%). No que respeita às causas, a anafilaxia foi predominantemente de origem alimentar (93%), destacando-se o leite de vaca (31%), frutos secos (29%), ovo (21%), amendoim (11%) e peixe (10%). Outras causas identificadas incluíram fármacos (5%), frio (1%) e casos idiopáticos (1%). Os autores salientam ainda uma tendência crescente de anafilaxia associada a frutos secos nos últimos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da gravidade dos episódios, 79% das crianças recorreram ao serviço de urgência, mas apenas 44% receberam tratamento com adrenalina, fármaco de primeira linha na abordagem da anafilaxia. O recurso a dispositivos autoinjetores de adrenalina foi igualmente reduzido, tendo sido utilizado apenas por 12% dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo revela ainda uma elevada taxa de recorrência, com 43% dos doentes a apresentarem novos episódios de anafilaxia, incluindo 19 crianças com três ou mais episódios. A maioria das recorrências esteve associada a alergias alimentares, sobretudo leite, frutos secos e ovo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em conclusão, os autores destacam que a predominância da alergia alimentar IgE-mediada, a elevada frequência em idade precoce e fora do contexto hospitalar, bem como a subutilização de adrenalina e a recorrência significativa dos episódios, reforçam a necessidade de melhorar a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento da anafilaxia em idade pediátrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao estudo <a href="https://www.spaic.pt/client_files/rpia_artigos/artigo-original(26).pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Amar, educar e não desistir: viver com uma criança com PHDA</title>
		<link>https://mypediatria.pt/opiniao/amar-educar-e-nao-desistir-viver-com-uma-crianca-com-phda/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 08:47:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A PHDA desafia diariamente crianças, famílias e profissionais de saúde. Neste artigo de opinião, Cláudia Alfaiate, psicóloga e coautora do livro “Compreender a PHDA”, aborda o impacto da perturbação na dinâmica familiar, a importância da intervenção parental e as estratégias baseadas na evidência que ajudam a promover o desenvolvimento, a autoestima e o bem-estar da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A PHDA desafia diariamente crianças, famílias e profissionais de saúde. Neste artigo de opinião, <strong>Cláudia Alfaiate,</strong><strong> p</strong>sicóloga e coautora do livro “<em>Compreender a PHDA</em>”, aborda o impacto da perturbação na dinâmica familiar, a importância da intervenção parental e as estratégias baseadas na evidência que ajudam a promover o desenvolvimento, a autoestima e o bem-estar da criança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Viver com uma criança com Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) pode ser, para muitas famílias, um desafio diário exigente e, por vezes, emocionalmente desgastante. A dificuldade em manter a atenção, a impulsividade, a agitação ou a desorganização não afetam apenas a criança. Têm impacto em toda a dinâmica familiar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É frequente que os pais se sintam confusos, frustrados ou até culpabilizados perante comportamentos que parecem difíceis de compreender e de gerir. Comentários como “se quisesse, conseguia” ou “é falta de regras” são ainda comuns, contribuindo para aumentar o sentimento de incapacidade parental. No entanto, a PHDA não resulta de má educação nem é causada por disfunção familiar. Trata-se de uma condição com base neurobiológica, que afeta a forma como a criança regula a atenção, o comportamento e as emoções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As crianças com esta condição têm dificuldade em parar para pensar antes de agir, em controlar impulsos e em manter o esforço em tarefas que não são imediatamente recompensadoras. Muitas vezes, sabem o que devem fazer, mas não conseguem fazê-lo de forma consistente. Esta discrepância entre o “saber” e o “fazer” é uma das características mais desafiantes desta perturbação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia a dia, pequenas estratégias podem fazer uma grande diferença. Estabelecer rotinas claras e previsíveis, dar instruções simples e objetivas, dividir tarefas em passos mais pequenos e reforçar positivamente os comportamentos adequados são medidas fundamentais. O elogio do esforço, mesmo quando o resultado não é perfeito, ajuda a promover a autoestima e a motivação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É igualmente importante ajustar expetativas. Estas crianças necessitam, muitas vezes, de mais tempo, apoio e repetição para adquirirem competências que outras desenvolvem com maior facilidade. Comparações constantes com irmãos ou colegas tendem a aumentar a frustração e o sentimento de fracasso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação da criança com os pares fica igualmente comprometida. São, habitualmente, crianças que facilmente fazem amigos, mas que têm muita dificuldade em manter as amizades. Frequentemente, não são convidadas para festas de aniversário ou outras situações sociais, pelo que as famílias ficam também muitas vezes limitadas na sua vida social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação afetiva torna-se, portanto, um pilar essencial. Momentos de qualidade entre pais e filhos, baseados na atenção positiva e na valorização das competências da criança, contribuem para fortalecer o vínculo e reduzir comportamentos desafiantes. Sentir-se compreendida e aceite é fundamental para o seu desenvolvimento emocional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conseguir manter o foco nas virtudes e qualidades destas crianças é, igualmente, crucial. Frequentemente, manifestam uma grande expressividade afetiva, pensamento rápido e intuitivo, sendo também muito criativas, enérgicas e entusiastas, o que torna o convívio com elas muito enriquecedor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A intervenção parental e o envolvimento ativo dos pais no plano terapêutico é fulcral em todas as faixas etárias. Na idade pré-escolar e no início da escolaridade, é particularmente recomendada a aplicação de programas de intervenção parental, com evidência e provas dadas quanto à sua eficácia no aumento da competência parental e modificação comportamental de crianças e jovens, consistindo numa forma indireta de intervir com a criança através dos pais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Procurar apoio especializado é, efetivamente, um passo importante. Uma avaliação adequada e uma intervenção ajustada permitem compreender melhor as necessidades da criança e definir estratégias eficazes, ajustadas às suas características específicas, quer em casa quer na escola ou outros contextos em que a criança esteja inserida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O autocuidado parental é também muito importante. Cuidar de si mesmo vai permitir aos pais gerir melhor as suas próprias emoções e promover práticas mais positivas para lidar com as situações mais difíceis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A PHDA pode representar um desafio, mas não define a criança. Com compreensão, estrutura e apoio, é possível promover o seu desenvolvimento e bem-estar, ajudando-a a construir um percurso positivo e equilibrado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este tema é abordado de forma mais aprofundada no livro&nbsp;<em>Compreender a PHDA</em>&nbsp;(LIDEL Editora), onde são apresentadas orientações práticas para famílias e profissionais, com base na evidência científica e na experiência clínica.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Quando o óbvio não chega: sinais clínicos subtis podem mudar diagnósticos em Pediatria</title>
		<link>https://mypediatria.pt/entrevistas/quando-o-obvio-nao-chega-sinais-clinicos-subtis-podem-mudar-diagnosticos-em-pediatria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 08:15:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na sessão “Desafios clínicos em Pediatria: quando o óbvio não é tudo”, no Update em Medicina, Francisco Abecasis, do Hospital de Santa Maria, apresentou uma abordagem centrada na importância de olhar para além do diagnóstico mais evidente. “O que eu tentei fazer foi trazer cinco casos clínicos muito diferentes, em que o diagnóstico inicial não [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Na sessão “Desafios clínicos em Pediatria: quando o óbvio não é tudo”, no Update em Medicina, <strong>Francisco Abecasis</strong>, do Hospital de Santa Maria, apresentou uma abordagem centrada na importância de olhar para além do diagnóstico mais evidente. “O que eu tentei fazer foi trazer cinco casos clínicos muito diferentes, em que o diagnóstico inicial não era óbvio, mas em que pequenas pistas permitiam chegar à resposta”, explicou. Assista à entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Quando o óbvio não chega: sinais clínicos subtis podem mudar diagnósticos em Pediatria" src="https://player.vimeo.com/video/1184105322?h=7f917fc3c4&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Entre os casos apresentados, destacou-se um episódio de sarampo, associado a surtos recentes, e uma epiglotite por&nbsp;<em>Haemophilus influenzae</em>&nbsp;tipo B em contexto de recusa vacinal. “São doenças reemergentes que já não era suposto vermos e que provavelmente vamos voltar a ver”, alertou o pediatra, sublinhando o impacto da hesitação vacinal na prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro caso ilustrativo envolveu um défice grave de vitamina D que conduziu a uma miocardiopatia dilatada numa criança sem acompanhamento em consulta de saúde infantil. “Isto chama a atenção para a importância da consulta com o médico de família, que é fundamental e que poderia ter evitado este desfecho”, referiu. A sessão incluiu ainda a abordagem da saúde mental na adolescência, uma área que considera cada vez mais prevalente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o especialista, um dos principais erros na prática clínica é assumir diagnósticos frequentes mesmo quando existem sinais discordantes. “Se há alguma coisa que não bate certo, temos de ir mais longe e procurar causas menos frequentes”, afirmou, defendendo uma atitude clínica mais crítica e sistemática perante a incerteza diagnóstica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A hesitação vacinal foi outro dos temas centrais, com Francisco Abecasis a sublinhar a necessidade de uma abordagem mais empática. “Estes pais não são ignorantes nem incultos. Têm as suas razões e só conseguimos chegar lá se percebermos o porquê da recusa”, concluiu, defendendo uma comunicação mais próxima para prevenir doenças reemergentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Update em Medicina decorreu entre os dias 16 a 18 de abril em Albufeira.</p>
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		<item>
		<title>Consenso internacional publica recomendações sobre a avaliação vestibular em bebés</title>
		<link>https://mypediatria.pt/atualidade/consenso-internacional-publica-recomendacoes-sobre-a-avaliacao-vestibular-em-bebes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 13:14:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo consenso clínico internacional veio estabelecer orientações fundamentais para o rastreio da função vestibular em lactentes, um domínio até agora marcado pela ausência de protocolos padronizados. O trabalho, publicado na revista científica European Archives of Oto-Rhino-Laryngology, reúne especialistas de vários países e pretende uniformizar a avaliação precoce da função vestibular em bebés dos 0 [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um novo consenso clínico internacional veio estabelecer orientações fundamentais para o rastreio da função vestibular em lactentes, um domínio até agora marcado pela ausência de protocolos padronizados. O trabalho, publicado na revista científica <em>European Archives of Oto-Rhino-Laryngology</em>, reúne especialistas de vários países e pretende uniformizar a avaliação precoce da função vestibular em bebés dos 0 aos 12 meses de idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo central deste consenso é responder à falta de procedimentos clínicos consistentes para a triagem vestibular infantil, tendo em conta que a disfunção vestibular é frequente em crianças com perda auditiva neurossensorial e pode ter impacto significativo no desenvolvimento motor, cognitivo e postural nos primeiros anos de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento resulta de um consenso Delphi com 28 especialistas internacionais em Otorrinolaringologia pediátrica e distúrbios vestibulares, provenientes de 26 instituições da Ásia e Europa. As recomendações foram construídas com base numa revisão alargada da literatura científica publicada entre 2000 e 2024 e passaram por três rondas de avaliação e discussão anónima até atingir níveis de concordância iguais ou superiores a 80%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as principais recomendações, o painel de especialistas definiu quatro áreas-chave: a ferramenta de rastreio a utilizar, as populações-alvo a priorizar, o momento ideal para a avaliação vestibular e a padronização do registo do potencial miogénico evocado vestibular cervical (cVEMP), considerado o método preferencial de avaliação nesta faixa etária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O consenso recomenda a utilização do cVEMP como ferramenta central de rastreio, com especial enfoque em bebés com perda auditiva neurossensorial e outros fatores de risco, como infeções congénitas ou alterações do desenvolvimento. Defende ainda que a avaliação precoce é essencial para identificar disfunções que podem comprometer o desenvolvimento motor, como atrasos em marcos como o controlo cefálico, sentar ou gatinhar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na conclusão, os autores sublinham que a adoção generalizada destas recomendações poderá melhorar significativamente o diagnóstico e a intervenção precoces, contribuindo para melhores resultados no desenvolvimento infantil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41276659/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>3.as Jornadas de Pediatria da Península de Setúbal agendadas para novembro</title>
		<link>https://mypediatria.pt/eventos/3-as-jornadas-de-pediatria-da-peninsula-de-setubal-agendadas-para-novembro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 10:25:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Cuidados integrados em Pediatria”. É este o tema das 3.as Jornadas de Pediatria da Península de Setúbal, que vão realizar-se nos dias 10 e 11 novembro de 2026, no Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal. Nefrologia, cuidados paliativos pediátricos, Psiquiatria na infância e adolescência e infeciologia são alguns dos temas que serão abordados. Saiba mais aqui.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">“Cuidados integrados em Pediatria”. É este o tema das 3.<strong><sup>as</sup></strong> Jornadas de Pediatria da Península de Setúbal, que vão realizar-se nos dias 10 e 11 novembro de 2026, no Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nefrologia, cuidados paliativos pediátricos, Psiquiatria na infância e adolescência e infeciologia são alguns dos temas que serão abordados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais <a href="https://its-comunicacao.pt/event/3a-jornadas-de-pediatria-da-peninsula-de-setubal/">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Insegurança alimentar infantil agrava-se e Ordem dos Nutricionistas pede medidas urgentes</title>
		<link>https://mypediatria.pt/atualidade/inseguranca-alimentar-infantil-agrava-se-e-ordem-dos-nutricionistas-pede-medidas-urgentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 09:47:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mypediatria.pt/?p=214485</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os dados do relatório “Portugal, Balanço Social 2025”, da Nova School of Business &#38; Economics, revelam que, em 2024, uma em cada 20 crianças pobres em Portugal passou fome por falta de recursos financeiros do agregado familiar. O estudo mostra ainda que 15% destas crianças não tiveram acesso a alimentos saudáveis e nutritivos. Perante estes [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Os dados do relatório “Portugal, Balanço Social 2025”, da Nova School of Business &amp; Economics, revelam que, em 2024, uma em cada 20 crianças pobres em Portugal passou fome por falta de recursos financeiros do agregado familiar. O estudo mostra ainda que 15% destas crianças não tiveram acesso a alimentos saudáveis e nutritivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perante estes resultados, a Ordem dos Nutricionistas volta a defender a adoção de medidas que facilitem o acesso a uma alimentação adequada, entre as quais a aplicação de IVA zero aos alimentos que integram a Dieta Mediterrânica, como fruta, legumes, peixe e azeite, bem como o reforço do investimento na qualidade das refeições escolares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Liliana Sousa, considera que os dados confirmam uma realidade preocupante, sublinhando que o principal obstáculo a uma alimentação saudável é a falta de capacidade financeira das famílias. A responsável alerta ainda para o agravamento das desigualdades no acesso à alimentação, defendendo que este direito fundamental não pode transformar-se num privilégio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Ordem dos Nutricionistas lembra que, para muitas crianças, a refeição escolar constitui a principal, e por vezes a única, refeição quente do dia. Neste contexto, apela ao reforço do financiamento das refeições escolares, de forma a garantir a sua qualidade nutricional, segurança e acesso equitativo, sobretudo entre as famílias mais vulneráveis.</p>
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		<title>“O abuso da terra e do mar está a criar uma verdadeira tempestade na doença alérgica”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 09:44:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Libério Ribeiro, presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica (SPAP), fez um balanço “excecionalmente satisfeito” do 14.º Congresso da instituição, que reuniu cerca de 180 inscrições e 33 comunicações livres. Sob o lema “Tempestade na doença alérgica, no uso e abuso da terra e do mar”, o encontro serviu de alerta para o impacto direto [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Libério Ribeiro</strong>, presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica (SPAP), fez um balanço “excecionalmente satisfeito” do 14.º Congresso da instituição, que reuniu cerca de 180 inscrições e 33 comunicações livres. Sob o lema “Tempestade na doença alérgica, no uso e abuso da terra e do mar”, o encontro serviu de alerta para o impacto direto da destruição ambiental e das alterações na biodiversidade na saúde das crianças e no agravamento das patologias alérgicas. Veja a entrevista completa.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="LIBÉRIO RIBEIRO" src="https://player.vimeo.com/video/1198006856?h=a1a9e7e530&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Equilíbrio do planeta e o impacto na saúde</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente da SPAP explicou que a escolha do lema deste ano dá continuidade a uma tradição de alertas globais que a Sociedade tem feito nos congressos anteriores. “Nestes últimos anos temos assistido a uma desflorestação de cerca de 80% das florestas, que são as grandes consumidoras de CO2”, sublinhou o especialista, alertando para as consequências diretas na qualidade do oxigénio e no ambiente. Libério Ribeiro apontou o dedo ao abuso dos recursos através da agricultura intensiva, industrializada e mecanizada — que levou ao aumento de fertilizantes e pesticidas sintéticos, bem como de sementes alteradas geneticamente —, e à pesca extensiva de arrasto, que ameaça esgotar o peixe das águas do mar até 2050. “Tudo isto traz implicações e uma alteração total da biodiversidade, afetando o equilíbrio que protege a nossa saúde”, advertiu.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Avanços na imunoterapia e a revolução na nutrição infantil</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No plano estritamente científico, o congresso contou com oito simpósios apoiados pela indústria farmacêutica, focados na partilha aprofundada de conhecimento e sem pormenores comerciais específicos. Entre os grandes destaques estiveram quatro simpósios dedicados ao futuro da imunoterapia específica e dois centrados na nutrição nos primeiros anos de vida. Nesta última área, o especialista destacou a importância fulcral da alimentação da grávida e do lactente, com especial relevo para a amamentação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista partilhou ainda uma mudança radical de paradigma que tem vindo a ditar as novas normas da Alergologia Pediátrica: a introdução precoce de alimentos potencialmente alergénicos. “Contrariamente ao que se fazia há umas décadas, em que procurávamos introduzir alimentos alergénicos muito tardiamente — alguns após os 15 meses, dois ou três anos, como o amendoim —, hoje a noção é exatamente a oposta”, revelou o presidente da SPAP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A introdução destes alimentos logo a partir dos quatro a seis meses de idade aproveita uma “janela de oportunidade” essencial para criar tolerância no organismo da criança, existindo já estudos robustos que demonstram a eficácia desta estratégia na redução do aparecimento de alergias alimentares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento aconteceu em Fátima, durante os dias 28, 29 e 30 de maio.</p>
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		<title>Novo livro ajuda pediatras a reconhecer precocemente as perturbações do neurodesenvolvimento</title>
		<link>https://mypediatria.pt/atualidade/novo-livro-ajuda-pediatras-a-reconhecer-precocemente-as-perturbacoes-do-neurodesenvolvimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 13:07:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As perturbações do neurodesenvolvimento afetam atualmente entre 15% e 20% das crianças em idade escolar e representam um desafio crescente para os sistemas de saúde, educação e proteção social. Com o objetivo de apoiar a identificação precoce destas condições e promover uma abordagem baseada na evidência, a LIDEL Editora publica “Neurodesenvolvimento Trocado por Miúdos”, obra [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">As perturbações do neurodesenvolvimento afetam atualmente entre 15% e 20% das crianças em idade escolar e representam um desafio crescente para os sistemas de saúde, educação e proteção social. Com o objetivo de apoiar a identificação precoce destas condições e promover uma abordagem baseada na evidência, a LIDEL Editora publica “Neurodesenvolvimento Trocado por Miúdos”, obra coordenada pelas pediatras Catarina Prior e Inês Vaz Matos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dirigido a profissionais de saúde, educadores e famílias, o livro reúne conhecimento científico atualizado sobre o neurodesenvolvimento típico e as principais perturbações que podem comprometer áreas como a linguagem, cognição, atenção, motricidade, interação social e regulação emocional. Simultaneamente, procura traduzir a evidência científica numa linguagem acessível, facilitando o reconhecimento precoce de sinais de alerta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na nota introdutória, as coordenadoras sublinham que a crescente procura das consultas de neurodesenvolvimento no Serviço Nacional de Saúde reforça a importância de uma deteção atempada e de uma intervenção precoce, determinantes para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida das crianças.</p>



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		<title>Peniche recebe 3.º Congresso Português de Reumatologia Pediátrica</title>
		<link>https://mypediatria.pt/eventos/peniche-recebe-3-o-congresso-portugues-de-reumatologia-pediatrica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 09:36:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Peniche é o palco do 3.º Congresso Português de Reumatologia Pediátrica. O evento irá decorrer no Hotel MH Atlântico, entre os dias 30 de setembro e 1 de outubro de 2026, reunindo profissionais de saúde de diferentes especialidades envolvidos no diagnóstico, tratamento e acompanhamento de crianças e adolescentes com patologias músculo-esqueléticas e doenças reumáticas. Mais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Peniche é o palco do 3.º Congresso Português de Reumatologia Pediátrica. O evento irá decorrer no Hotel MH Atlântico, entre os dias 30 de setembro e 1 de outubro de 2026, reunindo profissionais de saúde de diferentes especialidades envolvidos no diagnóstico, tratamento e acompanhamento de crianças e adolescentes com patologias músculo-esqueléticas e doenças reumáticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais informações sobre o evento <a href="https://spp.pt/eventos/default.asp?ida=50807" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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