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	<title>Atualidade Archives - My Pediatria</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Pediatria e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças pediátricas.</description>
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	<title>Atualidade Archives - My Pediatria</title>
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	<item>
		<title>IMC materno antes da gravidez associa-se à dinâmica funcional do cérebro neonatal</title>
		<link>https://mypediatria.pt/atualidade/imc-materno-antes-da-gravidez-associa-se-a-dinamica-funcional-do-cerebro-neonatal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 09:24:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O índice de massa corporal (IMC) materno antes da gravidez poderá influenciar a organização funcional do cérebro do recém-nascido, segundo um estudo baseado em 437 bebés incluídos no Developing Human Connectome Project. A investigação avaliou a dinâmica das redes cerebrais através de ressonância magnética funcional e da técnica Leading Eigenvector Analysis (LEiDA), procurando também determinar [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O índice de massa corporal (IMC) materno antes da gravidez poderá influenciar a organização funcional do cérebro do recém-nascido, segundo um estudo baseado em 437 bebés incluídos no Developing Human Connectome Project. A investigação avaliou a dinâmica das redes cerebrais através de ressonância magnética funcional e da técnica Leading Eigenvector Analysis (LEiDA), procurando também determinar o efeito dos sintomas depressivos perinatais maternos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que um IMC pré-gravidez mais elevado esteve associado a menor estabilidade de uma rede funcional que envolve regiões frontais, parietais e temporais. De acordo com os autores, esta rede tende a tornar-se mais estável ao longo do desenvolvimento, pelo que a redução observada poderá refletir uma maturação mais lenta destes circuitos, com possível impacto no neurodesenvolvimento futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo contrário, os sintomas depressivos maternos, avaliados pela Edinburgh Postnatal Depression Scale, não apresentaram associação com a dinâmica das redes cerebrais neonatais nem modificaram o efeito do IMC materno. Os autores defendem que a saúde metabólica antes da gravidez poderá desempenhar um papel na organização funcional precoce do cérebro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41540202/">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Anafilaxia pediátrica em Portugal: emergência crescente, mas ainda subdiagnosticada</title>
		<link>https://mypediatria.pt/atualidade/anafilaxia-pediatrica-em-portugal-emergencia-crescente-mas-ainda-subdiagnosticada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 09:04:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo realizado em Portugal, publicado na Revista Portuguesa de Imunoalergologia, reforça que a anafilaxia em idade pediátrica continua a ser uma emergência médica em crescimento, mas ainda subdiagnosticada e subnotificada, o que dificulta a sua verdadeira caracterização epidemiológica. A investigação, desenvolvida ao longo de quatro anos (maio de 2020 a maio de 2024) incluiu [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um estudo realizado em Portugal, publicado na Revista Portuguesa de Imunoalergologia, reforça que a anafilaxia em idade pediátrica continua a ser uma emergência médica em crescimento, mas ainda subdiagnosticada e subnotificada, o que dificulta a sua verdadeira caracterização epidemiológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação, desenvolvida ao longo de quatro anos (maio de 2020 a maio de 2024) incluiu 101 crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos, com diagnóstico de anafilaxia confirmado por imunoalergologista. A idade média dos doentes foi de 6,8 ± 4,5 anos, sendo 62% do sexo masculino e cerca de 49% com asma associada. A primeira reação anafilática ocorreu maioritariamente em idade pré-escolar (85%), com mediana de dois anos, embora tenham sido registados casos desde o primeiro mês de vida até aos 15 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria das reações aconteceu fora do ambiente hospitalar, sobretudo no domicílio (68%), seguido da escola (15%) e de restaurantes (9%). No que respeita às causas, a anafilaxia foi predominantemente de origem alimentar (93%), destacando-se o leite de vaca (31%), frutos secos (29%), ovo (21%), amendoim (11%) e peixe (10%). Outras causas identificadas incluíram fármacos (5%), frio (1%) e casos idiopáticos (1%). Os autores salientam ainda uma tendência crescente de anafilaxia associada a frutos secos nos últimos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da gravidade dos episódios, 79% das crianças recorreram ao serviço de urgência, mas apenas 44% receberam tratamento com adrenalina, fármaco de primeira linha na abordagem da anafilaxia. O recurso a dispositivos autoinjetores de adrenalina foi igualmente reduzido, tendo sido utilizado apenas por 12% dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo revela ainda uma elevada taxa de recorrência, com 43% dos doentes a apresentarem novos episódios de anafilaxia, incluindo 19 crianças com três ou mais episódios. A maioria das recorrências esteve associada a alergias alimentares, sobretudo leite, frutos secos e ovo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em conclusão, os autores destacam que a predominância da alergia alimentar IgE-mediada, a elevada frequência em idade precoce e fora do contexto hospitalar, bem como a subutilização de adrenalina e a recorrência significativa dos episódios, reforçam a necessidade de melhorar a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento da anafilaxia em idade pediátrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao estudo <a href="https://www.spaic.pt/client_files/rpia_artigos/artigo-original(26).pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Consenso internacional publica recomendações sobre a avaliação vestibular em bebés</title>
		<link>https://mypediatria.pt/atualidade/consenso-internacional-publica-recomendacoes-sobre-a-avaliacao-vestibular-em-bebes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 13:14:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo consenso clínico internacional veio estabelecer orientações fundamentais para o rastreio da função vestibular em lactentes, um domínio até agora marcado pela ausência de protocolos padronizados. O trabalho, publicado na revista científica European Archives of Oto-Rhino-Laryngology, reúne especialistas de vários países e pretende uniformizar a avaliação precoce da função vestibular em bebés dos 0 [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um novo consenso clínico internacional veio estabelecer orientações fundamentais para o rastreio da função vestibular em lactentes, um domínio até agora marcado pela ausência de protocolos padronizados. O trabalho, publicado na revista científica <em>European Archives of Oto-Rhino-Laryngology</em>, reúne especialistas de vários países e pretende uniformizar a avaliação precoce da função vestibular em bebés dos 0 aos 12 meses de idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo central deste consenso é responder à falta de procedimentos clínicos consistentes para a triagem vestibular infantil, tendo em conta que a disfunção vestibular é frequente em crianças com perda auditiva neurossensorial e pode ter impacto significativo no desenvolvimento motor, cognitivo e postural nos primeiros anos de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento resulta de um consenso Delphi com 28 especialistas internacionais em Otorrinolaringologia pediátrica e distúrbios vestibulares, provenientes de 26 instituições da Ásia e Europa. As recomendações foram construídas com base numa revisão alargada da literatura científica publicada entre 2000 e 2024 e passaram por três rondas de avaliação e discussão anónima até atingir níveis de concordância iguais ou superiores a 80%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as principais recomendações, o painel de especialistas definiu quatro áreas-chave: a ferramenta de rastreio a utilizar, as populações-alvo a priorizar, o momento ideal para a avaliação vestibular e a padronização do registo do potencial miogénico evocado vestibular cervical (cVEMP), considerado o método preferencial de avaliação nesta faixa etária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O consenso recomenda a utilização do cVEMP como ferramenta central de rastreio, com especial enfoque em bebés com perda auditiva neurossensorial e outros fatores de risco, como infeções congénitas ou alterações do desenvolvimento. Defende ainda que a avaliação precoce é essencial para identificar disfunções que podem comprometer o desenvolvimento motor, como atrasos em marcos como o controlo cefálico, sentar ou gatinhar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na conclusão, os autores sublinham que a adoção generalizada destas recomendações poderá melhorar significativamente o diagnóstico e a intervenção precoces, contribuindo para melhores resultados no desenvolvimento infantil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41276659/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Insegurança alimentar infantil agrava-se e Ordem dos Nutricionistas pede medidas urgentes</title>
		<link>https://mypediatria.pt/atualidade/inseguranca-alimentar-infantil-agrava-se-e-ordem-dos-nutricionistas-pede-medidas-urgentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 09:47:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os dados do relatório “Portugal, Balanço Social 2025”, da Nova School of Business &#38; Economics, revelam que, em 2024, uma em cada 20 crianças pobres em Portugal passou fome por falta de recursos financeiros do agregado familiar. O estudo mostra ainda que 15% destas crianças não tiveram acesso a alimentos saudáveis e nutritivos. Perante estes [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Os dados do relatório “Portugal, Balanço Social 2025”, da Nova School of Business &amp; Economics, revelam que, em 2024, uma em cada 20 crianças pobres em Portugal passou fome por falta de recursos financeiros do agregado familiar. O estudo mostra ainda que 15% destas crianças não tiveram acesso a alimentos saudáveis e nutritivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perante estes resultados, a Ordem dos Nutricionistas volta a defender a adoção de medidas que facilitem o acesso a uma alimentação adequada, entre as quais a aplicação de IVA zero aos alimentos que integram a Dieta Mediterrânica, como fruta, legumes, peixe e azeite, bem como o reforço do investimento na qualidade das refeições escolares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Liliana Sousa, considera que os dados confirmam uma realidade preocupante, sublinhando que o principal obstáculo a uma alimentação saudável é a falta de capacidade financeira das famílias. A responsável alerta ainda para o agravamento das desigualdades no acesso à alimentação, defendendo que este direito fundamental não pode transformar-se num privilégio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Ordem dos Nutricionistas lembra que, para muitas crianças, a refeição escolar constitui a principal, e por vezes a única, refeição quente do dia. Neste contexto, apela ao reforço do financiamento das refeições escolares, de forma a garantir a sua qualidade nutricional, segurança e acesso equitativo, sobretudo entre as famílias mais vulneráveis.</p>
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		<item>
		<title>Novo livro ajuda pediatras a reconhecer precocemente as perturbações do neurodesenvolvimento</title>
		<link>https://mypediatria.pt/atualidade/novo-livro-ajuda-pediatras-a-reconhecer-precocemente-as-perturbacoes-do-neurodesenvolvimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 13:07:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As perturbações do neurodesenvolvimento afetam atualmente entre 15% e 20% das crianças em idade escolar e representam um desafio crescente para os sistemas de saúde, educação e proteção social. Com o objetivo de apoiar a identificação precoce destas condições e promover uma abordagem baseada na evidência, a LIDEL Editora publica “Neurodesenvolvimento Trocado por Miúdos”, obra [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">As perturbações do neurodesenvolvimento afetam atualmente entre 15% e 20% das crianças em idade escolar e representam um desafio crescente para os sistemas de saúde, educação e proteção social. Com o objetivo de apoiar a identificação precoce destas condições e promover uma abordagem baseada na evidência, a LIDEL Editora publica “Neurodesenvolvimento Trocado por Miúdos”, obra coordenada pelas pediatras Catarina Prior e Inês Vaz Matos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dirigido a profissionais de saúde, educadores e famílias, o livro reúne conhecimento científico atualizado sobre o neurodesenvolvimento típico e as principais perturbações que podem comprometer áreas como a linguagem, cognição, atenção, motricidade, interação social e regulação emocional. Simultaneamente, procura traduzir a evidência científica numa linguagem acessível, facilitando o reconhecimento precoce de sinais de alerta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na nota introdutória, as coordenadoras sublinham que a crescente procura das consultas de neurodesenvolvimento no Serviço Nacional de Saúde reforça a importância de uma deteção atempada e de uma intervenção precoce, determinantes para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida das crianças.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>ESPID 2026: dados de vida real confirmam efetividade histórica da imunização contra a doença provocada por RSV</title>
		<link>https://mypediatria.pt/atualidade/espid-2026-dados-de-vida-real-confirmam-efetividade-historica-da-imunizacao-contra-a-doenca-provocada-por-rsv/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 09:29:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O congresso da Sociedade Europeia de Doenças Infeciosas Pediátricas (ESPID) de 2026 destacou o impacto transformador da imunização contra a doença provocada pelo vírus sincicial respiratório (RSV). Os dados de vida real evidenciam não só uma redução drástica nas hospitalizações de recém-nascidos e lactentes, mas também benefícios inesperados a longo prazo e uma diminuição significativa [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O congresso da Sociedade Europeia de Doenças Infeciosas Pediátricas (ESPID) de 2026 destacou o impacto transformador da imunização contra a doença provocada pelo vírus sincicial respiratório (RSV). Os dados de vida real evidenciam não só uma redução drástica nas hospitalizações de recém-nascidos e lactentes, mas também benefícios inesperados a longo prazo e uma diminuição significativa na prescrição de antibióticos. Assista ao vídeo com os destaques de especialistas nacionais que marcaram presença neste grande evento científico.</p>



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<iframe title="Best Of - Vídeo 1 - ESPID 2026" src="https://player.vimeo.com/video/1206178876?h=f5fe71aab9&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">O congresso da ESPID 2026, realizado na cidade de Bolonha, reuniu especialistas em Pediatria e doenças infeciosas para debater os mais recentes avanços na proteção infantil. A consolidação da evidência clínica e de vida real sobre nirsevimab, um anticorpo monoclonal utilizado na prevenção da doença associada à infecção por RSV, foi um dos temas abordados. Os especialistas sublinharam como as campanhas de imunização vieram alterar de forma radical o panorama das urgências pediátricas e das unidades de Cuidados Intensivos durante a época típica de circulação do vírus.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Maturidade dos dados e generalização de resultados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a utilização de nirsevimab já implementada em vários países, a comunidade médica dispõe agora de dados robustos que comprovam a sua efetividade à escala global. Esta fase de maturidade permitiu observar ganhos que vão além das expectativas iniciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nesta altura de maturidade do produto, o que tem sido muito interessante é observar a generalização dos bons resultados. Neste momento, temos dados de mundo real, em vários continentes, que corroboram a excelente efetividade (…) e começamos, além disso, a ter alguns dados muito interessantes de ganhos secundários que não se adivinhavam com a introdução do produto, nomeadamente a redução da carga da doença no segundo ano, na segunda época de contacto com o RSV.”&nbsp;<strong>— </strong>João Farela Neves, Pediatra, Hospital de Dona Estefânia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Evidência de segurança e impacto além da primeira época</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A consistência dos resultados ao longo de três épocas de transmissão do vírus tem trazido uma nova confiança aos profissionais de saúde. Além disso, a evidência sugere uma proteção para além da primeira época de contacto com o vírus..</p>



<p class="wp-block-paragraph">“De facto, temos já três épocas seguidas de utilização de nirsevimab e a grande efetividade que temos nos números de vida real apresentados permitem-nos ficar com maior tranquilidade e maior segurança (…) conseguimos ver um impacto após os seis meses, e isso, naquilo que é a carga de trabalho dos internamentos e dos recursos dos cuidados de saúde, conseguimos também ver aqui um ganho adicional.”&nbsp;— Alexandre Fernandes, Pediatra, Centro Materno Infantil do Norte (CMIN).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta hipótese de extensão da proteção foi um dos temas centrais das apresentações científicas baseadas em coortes prospetivas, como o estudo NIRSE-GAL.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os novos dados apresentados neste ESPID em Bolonha são particularmente relevantes (…) porque sugerem que a proteção conferida por nirsevimab pode estender-se além dos primeiros seis meses de vida (…) Mais interessante ainda é esta análise da segunda época: mesmo sem receberem uma nova dose do nirsevimab, as crianças que tinham sido imunizadas apenas na primeira época apresentaram uma redução de cerca de 50% no risco de hospitalização por RSV.”&nbsp;<strong>— </strong>Isabel Esteves, Pediatra, Hospital de Santa Maria.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Alívio dos sistemas de Saúde e redução de antibióticos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto clínico não se limitou aos internamentos prolongados. Houve uma mudança visível nas Urgências e na forma como as patologias respiratórias agudas são geridas, com um benefício direto no combate a outras ameaças de saúde pública, como a resistência antimicrobiana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O impacto da administração de nirsevimab foi muito além da redução da hospitalização. Trouxe uma diminuição franca da afluência ao serviço de urgência, quer por bronquiolite, quer por infeções respiratórias associadas ao RSV (…) Um outro aspeto muito relevante foi a diminuição da prescrição de antibióticos (…) e isto é muito importante no contexto atual de aumento das resistências antimicrobianas, que sabemos que é uma das maiores ameaças à saúde pública.”&nbsp;<strong>— </strong>Filipa Prata, Pediatra, Hospital de Santa Maria.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma mudança de paradigma na Pediatria</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem está na linha da frente nos hospitais centrais, a diferença entre as épocas pré e pós-imunização com nirsevimab é descrita como muito significativa, melhorando não apenas os indicadores de saúde, mas também a vida das famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O grande impacto foi claramente esse: uma redução ‘brutal’ nas hospitalizações, nos casos graves, na ida às Urgências. Como diretor da Pediatria de um hospital central, (…) notámos uma grande diferença de uma época para outra. Estávamos habituados a ver crianças muito pequeninas com um quadro clínico muito grave, com dificuldade respiratória importante, com internamentos em Cuidados Intensivos, e graças ao anticorpo monoclonal (…) notámos uma grande redução dos casos graves e uma consequente melhoria também da qualidade de vida das crianças e das famílias.”&nbsp;— Luís Varandas, Diretor do Departamento de Pediatria, Hospital de Dona Estefânia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O congresso encerrou com perspetivas otimistas para o futuro, com os especialistas a manifestarem esperança de que esta intervenção preventiva possa vir a reduzir, a longo prazo, as sequelas respiratórias, como a sibilância recorrente e eventuais casos de asma nas crianças imunizadas.</p>
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		<title>Estudo destaca impacto da dinâmica familiar no sucesso da ortodontia pediátrica</title>
		<link>https://mypediatria.pt/atualidade/estudo-destaca-impacto-da-dinamica-familiar-no-sucesso-da-ortodontia-pediatrica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 09:20:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A qualidade da relação entre pais e filhos pode influenciar a adesão de crianças e adolescentes ao tratamento ortodôntico com alinhadores transparentes. A conclusão resulta de um estudo publicado no American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, que avaliou 124 doentes entre os seis e os 18 anos. Os investigadores analisaram a relação parental através [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A qualidade da relação entre pais e filhos pode influenciar a adesão de crianças e adolescentes ao tratamento ortodôntico com alinhadores transparentes. A conclusão resulta de um estudo publicado no American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, que avaliou 124 doentes entre os seis e os 18 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores analisaram a relação parental através da Child-Parent Relationship Scale e cruzaram os resultados com oito indicadores de adesão ao tratamento. Não foram encontradas diferenças significativas associadas a características sociodemográficas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados revelaram que uma maior proximidade e menor nível de conflito entre pais e filhos estavam associadas a melhores níveis de cumprimento terapêutico, embora a correlação tenha sido considerada modesta. As associações mais evidentes verificaram-se na limpeza dos alinhadores e na sua substituição atempada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As crianças e adolescentes com relações mais próximas dos pais apresentaram uma probabilidade 2,2 vezes superior de alcançar melhor adesão global ao tratamento. Em contrapartida, níveis elevados de conflito reduziram significativamente essa probabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores defendem que a avaliação prévia da relação pais-filhos poderá fornecer informação útil para o planeamento terapêutico e para estratégias personalizadas de promoção da adesão em ortodontia pediátrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41848440/">aqui</a>.</p>
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		<title>Europa aprova o primeiro medicamento para crianças com UCE</title>
		<link>https://mypediatria.pt/atualidade/aprovada-nova-opcao-terapeutica-para-a-urticaria-cronica-espontanea-em-idade-pediatrica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 08:40:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão Europeia aprovou uma terapêutica biológica, direcionada para o tratamento da urticária crónica espontânea (UCE) em idade pediátrica. A indicação abrange crianças dos dois aos 11 anos com doença moderada a grave, cuja sintomatologia não está adequadamente controlada com anti-histamínicos H1 e que não receberam previamente terapêutica anti-IgE para esta patologia. A decisão baseia-se [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Comissão Europeia aprovou uma terapêutica biológica, direcionada para o tratamento da urticária crónica espontânea (UCE) em idade pediátrica. A indicação abrange crianças dos dois aos 11 anos com doença moderada a grave, cuja sintomatologia não está adequadamente controlada com anti-histamínicos H1 e que não receberam previamente terapêutica anti-IgE para esta patologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão baseia-se em evidência proveniente do programa de desenvolvimento clínico LIBERTY-CUPID, incluindo dois ensaios de fase 3 em crianças dos seis aos 11 anos (NCT04180488), bem como o estudo de fase 3 CUPIDKids, que incluiu crianças dos dois aos 11 anos com UCE (NCT05526521).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados dos ensaios clínicos evidenciaram que o dupilumab proporcionou uma redução significativa da atividade da urticária, avaliada através de um índice composto de prurido e número de pápulas, bem como das medidas individuais de gravidade destes sintomas, quando comparado com placebo na semana 24. Observou-se ainda um aumento relevante da proporção de doentes com doença bem controlada e com resposta completa no mesmo período.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;As opções de tratamento anteriores para crianças pequenas com UCE deixaram muitos doentes com a doença descontrolada, onde o aparecimento imprevisível de prurido e da urticária continuava a perturbar as suas rotinas diárias”, afirma Alyssa Johnsen, Global Therapeutic Area Head, Immunology Development na Sanofi. <br><br>Relativamente à segurança, os resultados obtidos mostraram-se globalmente consistentes com o perfil de segurança já estabelecido do dupilumab nas suas indicações dermatológicas aprovadas. As reações adversas mais frequentemente reportadas incluíram reações no local de injeção, conjuntivite (incluindo conjuntivite alérgica), artralgia, herpes oral e eosinofilia. Foram também descritas outras reações no local de administração, como induração, dermatite, equimose ou hematoma, em adultos e adolescentes com UCE. Entre os eventos adversos mais comuns (≥5%) observados com dupilumab, em comparação com placebo, destacou-se a COVID-19. Nos doentes pediátricos entre os dois e os 11 anos, o perfil de segurança revelou-se, de forma geral, consistente com o observado em adultos e adolescentes tratados para a mesma condição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo&nbsp;George D. Yancopoulos,&nbsp;<em>Board co-chair, president and chief scientific officer</em>&nbsp;da Regeneron<em>,</em>&nbsp;este é&nbsp;&#8220;o medicamento inovador baseado em anticorpos mais amplamente utilizado no mundo, e esta quarta aprovação para crianças pequenas com doenças crónicas, causadas em parte pela inflamação do tipo 2, traz a sua eficácia comprovada e perfil de segurança a longo prazo para mais uma população vulnerável que necessita&#8221;.&nbsp;</p>
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		<title>PHDA: guia clínico reúne estratégias de diagnóstico, tratamento e acompanhamento</title>
		<link>https://mypediatria.pt/atualidade/phda-novo-guia-clinico-reune-estrategias-de-diagnostico-tratamento-e-acompanhamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 09:07:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) afeta cerca de 6% das crianças e adolescentes. Para ajudar a desmistificar esta condição, os especialistas&#160; Cláudia Alfaiate, diretora clínica, Crescer Melhor, José Boavida, pediatra de neurodesenvolvimento, Margarida Almeida, psicóloga, e elaboraram o livro “Compreender a PHDA”. A obra oferece estratégias práticas e explicações sobre como [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) afeta cerca de 6% das crianças e adolescentes. Para ajudar a desmistificar esta condição, os especialistas&nbsp; Cláudia Alfaiate, diretora clínica, Crescer Melhor, José Boavida, pediatra de neurodesenvolvimento, Margarida Almeida, psicóloga, e elaboraram o livro “Compreender a PHDA”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obra oferece estratégias práticas e explicações sobre como a patologia se manifesta em várias idades. O diagnóstico da PHDA é descrito como um processo complexo que exige a presença de sintomas prolongados com impacto na escola, no trabalho ou nas relações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O desafio do diagnóstico precoce</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A sinalização precoce é considerada o ponto de viragem no desenvolvimento de crianças e jovens que têm dificuldade em manter a atenção ou controlar impulsos. Segundo a nota introdutória da obra, muitos sintomas podem ser confundidos com comportamentos normais, o que torna o diagnóstico clínico um desafio para os profissionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A PHDA é uma situação clínica que afeta 7-10% das crianças e adolescentes e 4% dos adultos em situação crónica”, afirma Luís Borges, neuropediatra e fundador do Centro de Desenvolvimento da Criança do Hospital Pediátrico da Unidade Local de Saúde de Coimbra.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conteúdos e abordagem clínica</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O guia clínico aborda temas fundamentais para o acompanhamento destes doentes, desde as causas e manifestações da PHDA até aos aspetos cruciais da avaliação e diagnóstico. A obra explora ainda as opções terapêuticas, os fármacos mais utilizados, bem como a evolução e o prognóstico da perturbação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta ferramenta destina-se a profissionais da área da saúde, educadores e pais, procurando promover uma mudança de paradigma na compreensão desta forma diferente de observar e vivenciar o mundo<strong>.</strong></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="264" height="400" src="https://mypediatria.pt/wp-content/uploads/2026/06/2-264x400.jpg" alt="" class="wp-image-214441" srcset="https://mypediatria.pt/wp-content/uploads/2026/06/2-264x400.jpg 264w, https://mypediatria.pt/wp-content/uploads/2026/06/2-198x300.jpg 198w, https://mypediatria.pt/wp-content/uploads/2026/06/2.jpg 675w" sizes="(max-width: 264px) 100vw, 264px" /></figure>
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		<title>Estudo alerta para progressão silenciosa da fibrose cística na infância</title>
		<link>https://mypediatria.pt/atualidade/estudo-alerta-para-progressao-silenciosa-da-fibrose-cistica-na-infancia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 11:09:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo da Unidade de Pneumologia Pediátrica do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (ICrHCFM-FMUSP), publicado na revista Respiratory Research &#38; Clinical Practice, indica que mais de 90% das crianças com fibrose cística já apresentam alterações estruturais nos pulmões antes dos três [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo da Unidade de Pneumologia Pediátrica do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (ICrHCFM-FMUSP), publicado na revista <em>Respiratory Research &amp; Clinical Practice</em>, indica que mais de 90% das crianças com fibrose cística já apresentam alterações estruturais nos pulmões antes dos três anos de idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados reforçam a necessidade de diagnóstico precoce e de acesso atempado a terapêuticas capazes de travar a progressão silenciosa da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O chefe da Unidade de Pneumologia Pediátrica do ICrHCFM-FMUSP, Luiz Vicente Ribeiro Ferreira da Silva Filho, explica que a fibrose cística é uma doença genética caracterizada por secreções mais espessas, com impacto no sistema respiratório, digestivo e reprodutor. Apesar de identificada através do teste do pezinho, pode evoluir de forma progressiva mesmo sob vigilância clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista sublinha o papel dos moduladores da proteína CFTR, fármacos que atuam diretamente no defeito molecular da doença e que podem retardar o desenvolvimento de lesões pulmonares quando iniciados precocemente. A utilização atempada destes medicamentos associa-se ainda a melhor função pancreática e menor carga de cuidados diários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A principal barreira continua a ser o elevado custo destas terapêuticas, o que limita o acesso no sistema público. O investigador defende estratégias que permitam reduzir o preço e ampliar a disponibilização, considerando o potencial impacto na qualidade de vida e na evolução clínica das crianças.</p>
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