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	<title>Entrevistas Archives - My Pediatria</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Pediatria e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças pediátricas.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 09 Jul 2026 09:25:24 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Entrevistas Archives - My Pediatria</title>
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		<title>Trissomia 21 em idade pediátrica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 09:25:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A coordenadora da Unidade de Audiologia da ULS de Santa Maria, Cristina Leite, salienta a elevada prevalência de alterações auditivas em crianças com trissomia 21 e a necessidade de vigilância precoce. Veja a entrevista. Após falhas frequentes no rastreio neonatal, a avaliação integra exames eletrofisiológicos e, sobretudo, provas comportamentais, consideradas mais fiáveis na determinação do [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A coordenadora da Unidade de Audiologia da ULS de Santa Maria, <strong>Cristina Leite</strong>, salienta a elevada prevalência de alterações auditivas em crianças com trissomia 21 e a necessidade de vigilância precoce. Veja a entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="CRISTINA LEITE" src="https://player.vimeo.com/video/1164665272?h=64bf2b1343&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Após falhas frequentes no rastreio neonatal, a avaliação integra exames eletrofisiológicos e, sobretudo, provas comportamentais, consideradas mais fiáveis na determinação do limiar auditivo. A reabilitação passa maioritariamente por prótese auditiva. Nos casos de surdez profunda, o implante coclear constitui uma opção eficaz. O objetivo é garantir não apenas a audição, mas o pleno desenvolvimento cognitivo, linguístico e social.</p>
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		<title>Da formação ao combate às fake news: os grandes eixos da Sociedade Portuguesa de Pediatria no triénio 2026-2028</title>
		<link>https://mypediatria.pt/entrevistas/da-formacao-ao-combate-as-fake-news-os-grandes-eixos-da-sociedade-portuguesa-de-pediatria-no-trienio-2026-2028/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 10:47:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Numa era marcada pela circulação rápida de informação sem validação científica, a literacia em saúde assume um papel central no novo mandato da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP). Mónica Oliva, que assume a presidência da instituição no triénio 2026-2028, revela que a modernização das plataformas digitais e o investimento no Portal Criança e Família serão prioridades [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Numa era marcada pela circulação rápida de informação sem validação científica, a literacia em saúde assume um papel central no novo mandato da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP). <strong>Mónica Oliva</strong>, que assume a presidência da instituição no triénio 2026-2028, revela que a modernização das plataformas digitais e o investimento no Portal Criança e Família serão prioridades para fazer chegar mensagens claras e fidedignas aos cuidadores. Nesta entrevista, a pediatra aborda também a importância de integrar os jovens especialistas em redes internacionais e o papel da SPP na definição de políticas públicas de saúde infantil baseadas na evidência. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) I Depois de ter sido vice-presidente na direção anterior, o que a motivou a dar o passo em frente e assumir a presidência da SPP para o biénio 2026-2028?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mónica Oliva (MO) I</strong>&nbsp;O meu percurso na Sociedade Portuguesa de Pediatria começou há vários anos, inicialmente através da Secção de Pediatria Ambulatória e, desde 2017 como membro da Direção. Ao longo dos últimos triénios tive a oportunidade de desempenhar diferentes funções: secretária-adjunta, secretária-geral e vice-presidente, que me permitiram conhecer profundamente a Sociedade, o seu funcionamento, os seus desafios e, sobretudo, o enorme potencial que tem enquanto estrutura agregadora da Pediatria portuguesa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceitar a presidência foi, por isso, um passo natural. Resulta de um percurso sustentado, do trabalho desenvolvido em equipa e do reconhecimento dos pares, que encaro como uma grande honra, mas também como uma enorme responsabilidade. Assumo este mandato com um compromisso claro de dedicação às crianças, aos adolescentes, aos pediatras e à Pediatria em Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Como é que a sua experiência clínica moldou a sua visão sobre o papel de uma sociedade científica nacional?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MO I</strong>&nbsp;Concluí a especialidade de Pediatria em 2006 e, desde então, exerço atividade clínica como pediatra geral, acompanhando crianças e adolescentes em diferentes contextos assistenciais. Esse percurso ensinou-me que a Pediatria não se faz apenas de normas ou consensos, mas de decisões em contextos reais, muitas vezes complexos, onde é fundamental olhar para a criança como um todo e estabelecer uma relação de confiança com as famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta experiência moldou a minha visão sobre o papel de uma sociedade científica. Para além do rigor científico e da formação contínua, uma sociedade como a SPP deve ser próxima dos pediatras, apoiar a prática clínica, promover a investigação, mas também comunicar com a sociedade civil, com as famílias e com os jovens, contribuindo para uma melhor literacia em saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Um dos seus objetivos passa por dar continuidade ao investimento na formação. Qual será a marca deste mandato?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MO I</strong>&nbsp;A Sociedade investe há muitos anos na formação pós-graduada. Temos 20 sociedades científicas pediátricas (Alergologia, Cardiologia, Cuidados Intensivos, Cuidados Paliativos, doenças hereditárias do metabolismo, Endocrinologia e Diabetologia, Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição, Hematologia e Oncologia, imunodeficiências primárias, Infeciologia, Medicina do adolescente, Nefrologia, Neonatologia, Pediatria ambulatória, neurodesenvolvimento, Pediatria social, qualidade e segurança do doente, Pneumologia e sono, Reumatologia, Urgência e Emergência), quatro grupos de trabalho (Internos de Pediatria, tabagismo, hipertensão arterial e desporto) e duas comissões (vacinas e nutrição). Estas estruturas são extremamente ativas, emitindo normas, protocolos e pareceres, bem como organizando eventos em diferentes formatos, com vista à atualização de conhecimentos. Além disso, a própria direção organiza o Congresso Nacional de Pediatria, que este ano celebra a sua 26.ª edição, a decorrer de 21 a 23 de outubro, no Estoril, um Curso de Formação Continua em formato&nbsp;<em>e-learning</em>, estruturado em 21 módulos, e um curso teórico-prático de bioestatística, em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. A Sociedade é ainda responsável pela sua revista científica, a&nbsp;<em>Portuguese Journal of Pediatrics</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste mandato queremos consolidar todo este trabalho, mas paralelamente pretendemos dar um novo impulso à investigação, criando condições para o desenvolvimento de projetos colaborativos e estudos multicêntricos em Pediatria.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Um dos seus eixos é a proximidade com outras especialidades. Porque é hoje tão urgente esta visão interdisciplinar?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MO I</strong>&nbsp;As crianças e adolescentes que acompanhamos apresentam, cada vez mais, problemas de saúde complexos, frequentemente crónicos, com impacto no desenvolvimento, na Saúde Mental e no contexto familiar. Nenhuma especialidade consegue responder isoladamente a esta realidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A articulação entre Pediatria, Medicina Geral e Familiar e outras especialidades médicas e cirúrgicas é essencial para garantir cuidados integrados, seguros e eficientes. A minha experiência em modelos de trabalho que promovem a integração entre Cuidados Hospitalares e Cuidados de Saúde Primários mostrou-me que a partilha de conhecimento, a definição de percursos assistenciais claros e a colaboração interprofissional são fundamentais para assegurar equidade no acesso e qualidade nos cuidados prestados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Que outras metas pretende atingir durante estes anos ao comando da Sociedade?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MO I</strong>&nbsp;Pretendemos reforçar o papel da SPP como interlocutora credível junto dos decisores políticos e das entidades reguladoras, defendendo de forma ativa a saúde da criança e do adolescente. Paralelamente, queremos aumentar a proximidade com os associados, promover uma maior participação e reforçar a coesão interna da Sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A modernização da comunicação, através do&nbsp;<em>site</em>&nbsp;e das redes sociais, é também uma prioridade, permitindo tornar a SPP mais visível, mais próxima e mais relevante, tanto para os profissionais como para a sociedade em geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I De que forma pretende integrar os internos e os jovens especialistas numa participação mais ativa?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MO I</strong>&nbsp;Os internos e os jovens especialistas são fundamentais para o futuro da Pediatria. A SPP tem um Grupo de Internos de Pediatria extremamente dinâmico, que desenvolve múltiplos projetos científicos, formativos e de comunicação, em estreita articulação com a Direção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Queremos continuar a apoiar esta participação ativa, criando oportunidades de envolvimento em projetos nacionais e internacionais como a participação na&nbsp;<em>Young European Academy of Pediatrics</em>, promovendo a mentoria e o desenvolvimento de competências que vão além da formação técnica, como a liderança, a investigação e o trabalho em rede. Esta integração precoce fortalece o sentimento de pertença e constrói uma Pediatria mais coesa e preparada para o futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Defende que o conhecimento deve ser partilhado com os pais. Como vai a SPP comunicar com as famílias?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MO I</strong>&nbsp;Os pais são os principais decisores de saúde das crianças e a literacia em saúde é hoje absolutamente central. Vivemos numa era em que a informação circula rapidamente, muitas vezes sem validação científica, criando confusão, ansiedade e expectativas irrealistas nas famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A SPP continuará a investir no Portal Criança e Família, um espaço digital dedicado a fornecer informação clara, fidedigna e baseada na evidência científica. No entanto, não basta produzir bons conteúdos: é essencial que a mensagem chegue às famílias. Por isso, iremos apostar numa presença mais ativa e responsável nas plataformas digitais, afirmando a SPP como uma “voz de confiança”, sem abdicar do rigor científico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Como caracteriza o momento atual da Pediatria em Portugal?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MO I</strong>&nbsp;A Pediatria na Europa atravessa um momento de grande exigência científica e social. Assistimos a uma rápida evolução do conhecimento médico, a novas realidades epidemiológicas e a mudanças profundas nos contextos familiares e sociais em que as crianças e os adolescentes crescem e se desenvolvem. Este cenário coloca desafios complexos, mas também oportunidades relevantes para esta especialidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Pediatria portuguesa conta com pediatras altamente qualificados, reconhecidos nacional e internacionalmente, com forte capacidade de adaptação, produção de conhecimento e colaboração internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe hoje uma maior consciência coletiva da importância da saúde infantil e juvenil, o que cria um contexto particularmente favorável para a afirmação da Pediatria como referência científica, promotora de boas práticas clínicas e interveniente ativa no debate público sobre a saúde e o bem-estar das crianças e adolescentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Que transformações gostaria de ver implementadas até ao final do seu mandato?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MO I</strong>&nbsp;Gostaria de ver a Pediatria portuguesa com uma presença mais ativa e estruturada na sociedade. A Sociedade Portuguesa de Pediatria deve afirmar-se cada vez mais como uma voz científica independente e credível junto das famílias, da comunidade educativa e dos órgãos governamentais responsáveis pela saúde da criança e do adolescente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos objetivos centrais é reforçar o papel da SPP na emissão de recomendações científicas, no esclarecimento público de temas relevantes em saúde infantil e juvenil e no apoio à definição de políticas de saúde baseadas na evidência. Através de uma comunicação clara, responsável e sustentada no conhecimento científico, a Sociedade pode contribuir de forma decisiva para decisões mais informadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, é fundamental consolidar o envolvimento da SPP em projetos de investigação colaborativa e multicêntrica, reforçando o contributo da Pediatria portuguesa para a produção de conhecimento científico com impacto nacional e internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Que mensagem gostaria de deixar a todos os pediatras portugueses?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MO I</strong>&nbsp;A SPP é uma voz ativa na defesa da Pediatria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gostaria de deixar uma mensagem de confiança e de proximidade a todos os pediatras portugueses. Este será um mandato de continuidade, mas também de abertura, inovação e diálogo. Contamos com o contributo de todos para construirmos, em conjunto, uma Pediatria unida, forte e preparada para defender sempre o superior interesse da criança e do adolescente.</p>
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		<title>Asma grave na população pediátrica: o peso da técnica inalatória, a importância das equipas multidisciplinares e os desafios no diagnóstico</title>
		<link>https://mypediatria.pt/entrevistas/asma-grave-na-populacao-pediatrica-o-peso-da-tecnica-inalatoria-a-importancia-das-equipas-multidisciplinares-e-os-desafios-no-diagnostico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 09:42:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A gestão da asma grave em idade pediátrica continua a ser um dos campos mais desafiantes da Alergologia, exigindo um olhar atento para distinguir a verdadeira refratariedade da simples falta de adesão. A propósito da sua participação na 12.ª Reunião Temática da Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica (SPAP), Rosário Ferreira, da ULS Santa Maria, partilhou [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A gestão da asma grave em idade pediátrica continua a ser um dos campos mais desafiantes da Alergologia, exigindo um olhar atento para distinguir a verdadeira refratariedade da simples falta de adesão. A propósito da sua participação na 12.ª Reunião Temática da Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica (SPAP), <strong>Rosário Ferreira</strong>, da ULS Santa Maria, partilhou as principais mensagens da sua intervenção. Nesta conversa, a especialista analisou o panorama atual da asma grave em Portugal, o peso determinante da técnica inalatória e do incumprimento terapêutico no insucesso do controlo da doença e a necessidade premente de uma abordagem multidisciplinar e integrada entre os Cuidados Hospitalares e a Medicina Geral e Familiar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rosário Ferreira refletiu sobre a complexidade do diagnóstico da asma grave, uma patologia que descreveu como &#8220;rara em idade pediátrica&#8221; e &#8220;muito desafiadora&#8221;. Um dos primeiros passos é a confirmação do diagnóstico e o despiste de fatores de confusão como a exposição a tabaco ou alergénios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a asma grave é efetivamente confirmada, a estratégia passa pela personalização: &#8220;É importante fazermos uma fenotipagem através de vários fatores, como a avaliação analítica e as características do doente, para usar uma terapêutica personalizada que possa ter maior rentabilidade e eficácia&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A realidade da adesão e técnica</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos avanços terapêuticos, a especialista revelou uma realidade na prática clínica: a maioria das crianças que chega à consulta com este diagnóstico não sofre, tecnicamente, de asma grave. &#8220;Na realidade, não têm verdadeiramente uma asma grave. Têm uma asma que precisa de ser tratada e é muito difícil&#8221;. O obstáculo principal reside na adesão à terapêutica e no uso incorreto dos dispositivos inalatórios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem vários fatores que contribuem para este insucesso: persiste o receio de que os corticoides inalados fazem mal, levando os pais a evitarem o tratamento diário; os pais tendem a demitir-se da supervisão; e, muitas vezes, o dispositivo fornecido na farmácia não é exatamente aquele que foi demonstrado na consulta, dificultando a execução da técnica correta em casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A introdução dos fármacos biológicos alterou significativamente a abordagem aos casos mais complexos, embora a sua aplicação seja criteriosamente restrita. Estas armas terapêuticas são reservadas a crianças com &#8220;asma grave refratária à terapêutica e de acordo com a fenotipagem&#8221;. No entanto, a especialista reforçou que este grupo representa um número muito reduzido de doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Multidisciplinaridade e proximidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para otimizar o circuito do doente pediátrico, a especialista defendeu a importância do trabalho em equipa. &#8220;O seguimento destes doentes deve ser feito em equipas multidisciplinares, porque há vários aspetos que têm que ser observados e cumpridos&#8221;. Além da equipa hospitalar — que inclui médicos, técnicos de função respiratória e enfermeiros — a médica vê com bons olhos uma maior articulação com a Medicina Geral e Familiar (MGF).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Concordo inteiramente que seria uma boa via&#8221;, afirmou, referindo-se a um modelo de &#8220;guarda partilhada&#8221; onde a MGF acompanha o doente nos intervalos das consultas hospitalares, garantindo uma vigilância mais apertada e frequente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, para os colegas que lidam diariamente com estes doentes, Rosário Ferreira deixou um conselho de prudência: evitar a escalada terapêutica imediata. &#8220;O fundamental é não embarcar logo numa escalada terapêutica que às vezes não faz muito sentido, porque se o doente não faz o básico, não vale a pena estar a prescrever medicamentos mais complexos&#8221;. Além disso, a revisão da técnica inalatória e da adesão deve ser mandatória em todas as consultas.</p>
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		<title>Alergologia Pediátrica: o desafio de tratar jovens polissensibilizados com múltiplas manifestações alérgicas</title>
		<link>https://mypediatria.pt/entrevistas/alergologia-pediatrica-o-desafio-de-tratar-jovens-polissensibilizados-com-multiplas-manifestacoes-alergicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 16:03:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A gestão de crianças e jovens com múltiplas alergias — os chamados polissensibilizados — é um dos maiores desafios da Alergologia Pediátrica atual. A propósito da sua intervenção na 12.ª Reunião Temática da Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica (SPAP), subordinada ao tema “Abordagem dos adolescentes Polisensibilizados e com Manifestações Alérgicas Múltiplas”, Maria Alfaro, alergologista pediátrica no Hospital de Faro, partilhou a sua visão [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A gestão de crianças e jovens com múltiplas alergias — os chamados polissensibilizados — é um dos maiores desafios da Alergologia Pediátrica atual. A propósito da sua intervenção na 12.ª Reunião Temática da Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica (SPAP), subordinada ao tema “Abordagem dos adolescentes Polisensibilizados e com Manifestações Alérgicas Múltiplas”, <strong>Maria Alfaro</strong>, alergologista pediátrica no Hospital de Faro, partilhou a sua visão sobre o panorama atual. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista, a especialista aborda a evolução das estratégias terapêuticas, a importância da&nbsp;Medicina de&nbsp;Precisão e a necessidade de uma articulação estreita com a Medicina Geral e Familiar (MGF) para garantir a segurança e a qualidade de vida destes doentes complexos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista começa por sublinhar que a percentagem de crianças e adolescentes com algum tipo de manifestação alérgica tem vindo a aumentar nos últimos anos, estando atualmente compreendida entre 10-30%, e destes, mais de 50% podem ser polisensibilizados, o que está relacionado com maior número de crises e mais graves.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sabemos que a adolescência é um período muito crítico do ponto de vista de alterações a nível físico, hormonal, imunológico, emocional e psicológico. Trata-se de um doente de risco, independentemente da doença, por vezes com acompanhamento médico irregular, menor supervisão pela família, com tendência a esquecer a medicação&#8221;, explica. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No doente atópico, a exposição progressiva ao longo dos anos aos vários alergénios – a chamada marcha alérgica – torna o doente adolescente um caso mais desafiante, porque nem sempre sabemos qual é o alergénio especificamente responsável pelas crises. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos nesta idade comportamentos de risco, tabaco/<em>vaping</em>, refeições fora de casa, viagens e outros, muitas vezes fruto de crenças ou falta de informação relativamente à sua doença, o que pode levar a minimizar ou desvalorizar sintomas iniciais ou o uso de adrenalina auto-injectável. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É um doente que precisa de um estudo mais aprofundado e personalizado para identificar quais são os alergénios responsáveis pelas suas manifestações alérgicas”, afirma.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesta população em particular, o cumprimento terapêutico é importante, e nos casos com indicação para desensibilização com imunoterapia, a administração mensal de forma subcutânea, poderá ser uma alternativa para melhorar a adesão e o sucesso a terapêutico. Nos casos mais graves, com asma e/ou alergia alimentar e risco de anafilaxia, a especialista reforça a importância de levar sempre um <em>kit </em>com a medicação, e de envolver a família, escola e amigos, informando-os de que forma podem intervir numa situação de crise.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">“É importante que haja programas educativos e informativos, articulados com outros profissionais de saúde, infantários, escolas e centros de desporto, para terem noção da gravidade, mas também para se sentirem capacitados para agir caso haja uma reação alérgica ou uma crisede asma ou qualquer outra manifestação em que seja necessário actuar”, reforça. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O papel fundamental da Medicina Geral e Familiar </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Maria Alfaro, o médico de família é o elo de ligação essencial, principalmente quando se tem em consideração o tempo&nbsp;de espera para consultas de especialidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O médico de MGF é quem está mais próximo da família. É essencial que saiba identificar os sinais de alerta e que esteja confortável no seguimento destes doentes, por exemplo, em invocar um plano de emergência ou verificar se a terapêutica e a técnica, no caso dos inaladores e da adrenalina auto-injetável, está correta&#8221;, refere. A médica reforça que este apoio de proximidade reduz a ansiedade dos pais e melhora a adesão ao tratamento. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Desafios e evolução terapêutica </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os desafios passam pela maior literacia por parte dos doentes, familiares, amigos, escolas, restauração e dos profissionais de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, os novos meios complementares de diagnóstico, nomeadamente o estudo molecular, e as recentes alternativas terapêuticas, tem sido ferramentas que nos permitem hoje em dia um diagnóstico mais individualizado, e evidentemente uma terapêutica mais precisa e eficaz para estes doentes mais complexos.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O grande desafio, neste nosso doente adolescente polisensibilizado, é permitir que desfrute desta etapa da sua vida, sem medos nem limitações, mas em segurança”, termina Maria Alfaro.</p>
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		<title>Asma nos adolescentes continua subdiagnosticada e subcontrolada</title>
		<link>https://mypediatria.pt/entrevistas/asma-nos-adolescentes-continua-subdiagnosticada-e-subcontrolada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 09:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A asma na adolescência continua a enfrentar dois problemas centrais: diagnóstico insuficiente e controlo terapêutico inadequado. O alerta foi deixado pelo presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica (SPAP), Libério Ribeiro, em entrevista a propósito a 12.ª Reunião Temática, dedicada aos Desafios da Asma na Adolescência. Assista às declarações. Libério Ribeiro sublinha que a adolescência [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A asma na adolescência continua a enfrentar dois problemas centrais: diagnóstico insuficiente e controlo terapêutico inadequado. O alerta foi deixado pelo presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica (SPAP), <strong>Libério Ribeiro</strong>, em entrevista a propósito a 12.ª Reunião Temática, dedicada aos Desafios da Asma na Adolescência. Assista às declarações.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="LIBÉRIO RIBEIRO" src="https://player.vimeo.com/video/1173244696?h=f216752d4c&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Libério Ribeiro sublinha que a adolescência constitui um período particularmente complexo para a gestão da doença. As alterações hormonais, o crescimento acelerado e as mudanças comportamentais típicas desta fase da vida podem interferir com o controlo da asma. A procura de novas experiências, a influência dos pares e a tendência para contestar a autoridade parental contribuem, muitas vezes, para uma menor adesão à terapêutica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Muitos adolescentes tendem a negar a doença e têm vergonha de utilizar os inaladores, o que se traduz frequentemente numa adesão terapêutica insuficiente”, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados do estudo internacional ISAAC [the International Study of Asthma and Allergies in Childhood], que incluiu Portugal, indicam que cerca de 15% dos adolescentes entre os 13 e os 14 anos têm diagnóstico clínico de asma. Uma parte significativa destes jovens continua, porém, a apresentar sintomas respiratórios, sugerindo controlo insuficiente da doença. Por outro lado, o número de adolescentes que refere episódios de pieira ou dificuldade respiratória é superior ao número de diagnósticos estabelecidos, apontando para um subdiagnóstico relevante nesta faixa etária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A 12.ª Reunião Temática da SPAP reuniu mais de 100 participantes, a 28 de fevereiro, em Tomar.</p>
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		<title>Do implante subcutâneo à inteligência artificial: a revolução tecnológica no controlo da epilepsia rara na população pediátrica</title>
		<link>https://mypediatria.pt/entrevistas/do-implante-subcutaneo-a-inteligencia-artificial-a-revolucao-tecnologica-no-controlo-da-epilepsia-rara-na-populacao-pediatrica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 10:46:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A transição para a era digital está a abrir portas sem precedentes no tratamento das epilepsias raras em idade pediátrica. Em entrevista a propósito do 37.º Encontro Nacional de Epileptologia,&#160;Cristina Pereira, da ULS de Coimbra, apresenta as novas oportunidades de monitorização remota que prometem transformar a qualidade de vida de crianças e cuidadores. Através de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A transição para a era digital está a abrir portas sem precedentes no tratamento das epilepsias raras em idade pediátrica. Em entrevista a propósito do 37.º Encontro Nacional de Epileptologia,&nbsp;<strong>Cristina Pereira</strong>, da ULS de Coimbra, apresenta as novas oportunidades de monitorização remota que prometem transformar a qualidade de vida de crianças e cuidadores. Através de quatro eixos fundamentais — auto-monitorização, deteção automática, predição de crises e telemedicina —, a especialista detalha como tecnologias emergentes, desde implantes de EEG subcutâneos a algoritmos de inteligência artificial, estão a colmatar atrasos no diagnóstico e a oferecer uma segurança contínua que os métodos tradicionais não conseguiam assegurar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Auto-monitorização e os desafios associados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro pilar da apresentação que realizou no evento focou-se na auto-monitorização. Durante a entrevista, Cristina Pereira sublinha que a Pediatria apresenta desafios únicos: “muitas crianças não sabem exprimir-se ou têm dificuldades intelectuais, não sabendo contar que têm uma crise”. Neste contexto, as aplicações móveis de saúde surgem como uma ferramenta, oferecendo lembretes de medicação, visualização de dados e&nbsp;<em>feedback</em>&nbsp;interativo. Contudo, a especialista deixa um alerta: “existe uma panóplia de aplicações disponíveis, mas nem todas têm validade científica”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A deteção automática de crises é uma das áreas com maior investimento em investigação. Dados clínicos indicam que apenas 50% a 55% das crises são detetadas por familiares ou pelos próprios doentes, muitas vezes por ocorrerem durante a noite ou por serem muito subtis. “Podemos achar que estamos a tratar bem uma criança, mas afinal estamos a deixar passar crises não detetadas”, explica. A utilização de dispositivos multimodais — que combinam EEG, frequência cardíaca e acelerómetros — permite não só um melhor controlo, mas também a redução do risco de morte súbita associada à epilepsia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as tecnologias mais recentes, Cristina Pereira destaca a colocação de um implante de EEG subcutâneo, posicionado atrás da orelha, que monitoriza dados de dois canais de forma contínua (24/7). A primeira criança a receber este dispositivo foi implantada em dezembro de 2025. Outras inovações mencionadas incluem os auscultadores com EEG NAOX, desenhados para reconhecer descargas elétricas anormais de forma não invasiva. Embora os dados em Pediatria ainda sejam menores do que em adultos, o crescimento do setor é evidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Da predição à telemedicina</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No campo da predição, a ciência evoluiu da incerteza para a capacidade de prever riscos baseados em ritmos biológicos e fatores desencadeantes, com projetos nacionais já em desenvolvimento. Paralelamente, a telemedicina tem sido fundamental, especialmente através do uso de vídeos caseiros feitos pelos pais, que permitem orientações imediatas antes mesmo da consulta presencial. A especialista defende um modelo híbrido de acompanhamento, onde o diário eletrónico de crises pode ser transferido diretamente para o médico responsável, ajustando a terapia em tempo real.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O futuro: inteligência artificial e integração</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do otimismo, persistem desafios como o custo elevado dos dispositivos, o acesso desigual à tecnologia e a falta de integração dos dados nos sistemas públicos de saúde. A solução para alguns destes desafios, segundo Cristina Pereira, poderá residir na inteligência artificial: “A IA pode juntar os dados clínicos, a genética e os dados de EEG para ajudar o especialista a tirar uma conclusão”. O objetivo final mantém-se inalterado: utilizar a tecnologia para garantir maior segurança, redução de internamentos e, acima de tudo, uma melhor qualidade de vida para a criança com epilepsia.</p>
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		<title>Rita Sá Machado: “O objetivo é conseguirmos imunizar todos os bebés que enfrentem a sua primeira época de RSV”</title>
		<link>https://mypediatria.pt/entrevistas/rita-sa-machado-o-objetivo-e-conseguirmos-imunizar-todos-os-bebes-que-enfrentem-a-sua-primeira-epoca-de-rsv/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 23:02:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com 86% das crianças nascidas na última época sazonal já protegidas e mais de 50.000 imunoglobulinas administradas na campanha em curso, Portugal consolida a sua estratégia de imunização contra a doença provocada pelo vírus sincicial respiratório (RSV) e prepara-se para dar o passo seguinte: alargar a proteção a todos os recém-nascidos e lactentes que enfrentem [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Com 86% das crianças nascidas na última época sazonal já protegidas e mais de 50.000 imunoglobulinas administradas na campanha em curso, Portugal consolida a sua estratégia de imunização contra a doença provocada pelo vírus sincicial respiratório (RSV) e prepara-se para dar o passo seguinte: alargar a proteção a todos os recém-nascidos e lactentes que enfrentem a sua primeira época de RSV, num esforço que dependerá tanto da vontade política como da negociação com a indústria farmacêutica. Este foi o tema em destaque na sessão de abertura do RSV Summit – Imunizar é Cuidar, que contou com a intervenção de <strong>Rita Sá Machado</strong>, diretora-geral da Saúde. Veja o vídeo com o sumário das ideias-chave.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="RSV SUMMIT - conteudo 2 Rita e helena" src="https://player.vimeo.com/video/1166398437?h=9ca048be7e&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Após traçar o percurso que levou à implementação da estratégia nacional de imunização pediátrica contra a doença provocada pelo RSV, até aqui marcada por constrangimentos orçamentais, Rita Sá Machado deixou claro que, para o futuro próximo, o objetivo é inequívoco e comum a todos os presentes no RSV Summit: “conseguirmos imunizar todos os bebés que enfrentem a sua primeira época de RSV, porque nos grupos de risco já o temos feito.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira campanha de imunização em Portugal havia já sido “sustentada num parecer claro da Comissão Técnica de Vacinação que dizia que essa imunização devia ser universal”, recordou a responsável da Direção-Geral da Saúde (DGS). E foi essa a recomendação que levou à proposta apresentada na sua primeira reunião com a tutela. Contudo, “sabia que não estava contemplada em orçamento anterior e, portanto, havia muito pouca viabilidade dessa estratégia universal ser aceite”. A solução passou por avançar de forma faseada, “o que foi viável do ponto de vista das contas públicas”. No ano seguinte, “conseguimos avançar mais, mas ainda com constrangimentos”.<br>Ainda assim, o horizonte mantém-se. Como explicou a diretora-geral da Saúde, “para este ano, a nossa proposta é exatamente podermos tentar esse alargamento”, sublinhando, porém, que tal dependerá “não só da DGS e do Ministério da Saúde, mas também da indústria farmacêutica”, admitindo a necessidade de negociação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rita Sá Machado destacou que Portugal tem seguido “uma agenda robusta de estratégias e políticas de imunização ao longo das últimas décadas”, apontando resultados concretos. “Temos uma redução relevante das hospitalizações relacionadas com o RSV”, afirmou, considerando que este impacto foi evidente “não só para a DGS, mas também para todos os profissionais de saúde, para todas as mães, para todos os pais, para todas as famílias”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os números reforçam essa avaliação. “Sabemos que 86% das crianças nascidas entre agosto de 2024 e março de 2025 foram imunizadas com o anticorpo.” Estes resultados, defendeu, “traduziram a confiança que os portugueses e os residentes em Portugal mantêm para se investir no alargamento para a segunda campanha”. E quanto à campanha em curso, “atualmente, mais de 50.000 imunoglobulinas contra o RSV já foram imunizadas. Isto mostra que está a ser uma excelente campanha”, sublinhou a diretora-geral da Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rita Sá Machado garantiu que, até ao final de março, “todos os profissionais vão continuar a desempenhar estas funções de imunização”, assegurando que a DGS, por sua vez, continuará a acompanhar de perto a estratégia sazonal, “ciente de todo o potencial que esta estratégia tem” e com vista a um eventual alargamento. “Contem com todo o empenho da DGS”, afirmou. “Contem com o facto de continuarmos a promover a inovação para conseguirmos alcançar melhores estratégias de prevenção”, concluiu Rita Sá Machado.</p>
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		<item>
		<title>Adolescência digital exige literacia</title>
		<link>https://mypediatria.pt/entrevistas/adolescencia-digital-exige-literacia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2026 10:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A coordenadora da Unidade de Medicina do Adolescente da ULS Santa Maria, Helena Fonseca, analisou o impacto das redes sociais no desenvolvimento juvenil durante as XXXI Jornadas de Pediatria do Hospital de Santa Maria, defendendo uma abordagem centrada na literacia e não na proibição. Reconhecendo a crescente evidência sobre riscos associados ao uso excessivo das [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A coordenadora da Unidade de Medicina do Adolescente da ULS Santa Maria, <strong>Helena Fonseca</strong>, analisou o impacto das redes sociais no desenvolvimento juvenil durante as XXXI Jornadas de Pediatria do Hospital de Santa Maria, defendendo uma abordagem centrada na literacia e não na proibição.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="HELENA FONSECA" src="https://player.vimeo.com/video/1164665390?h=073890fa05&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Reconhecendo a crescente evidência sobre riscos associados ao uso excessivo das redes sociais, sublinhou que a resposta deve passar por capacitar escolas, famílias e profissionais com ferramentas que promovam uma utilização saudável. Destacou a vulnerabilidade neurobiológica da adolescência média, fase em que o sistema límbico predomina sobre um córtex pré-frontal ainda imaturo, potenciando impulsividade e imediatismo. Apontou, pois, o reforço da autoestima, a redução da lógica comparativa dos “likes” e a criação de espaços de reflexão estruturada foram como eixos estratégicos de intervenção.</p>
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		<title>Patologia Hipofisária: O desafio do diagnóstico precoce na criança</title>
		<link>https://mypediatria.pt/entrevistas/patologia-hipofisaria-o-desafio-do-diagnostico-precoce-na-crianca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 08:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A patologia hipofisária em idade pediátrica exige um olhar clínico apurado e uma articulação estreita entre especialistas. A convicção é de Luís Cardoso, endocrinologista da ULS Coimbra, que encara o diagnóstico tardio como um obstáculo, especialmente em adenomas e contextos sindrómicos. Veja a entrevista realizada durante o Congresso Português de Endocrinologia 2026. A diferenciação clínica [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A patologia hipofisária em idade pediátrica exige um olhar clínico apurado e uma articulação estreita entre especialistas. A convicção é de <strong>Luís Cardoso</strong>, endocrinologista da ULS Coimbra, que encara o diagnóstico tardio como um obstáculo, especialmente em adenomas e contextos sindrómicos. Veja a entrevista realizada durante o Congresso Português de Endocrinologia 2026.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Patologia Hipofisária: o desafio do diagnóstico precoce na criança" src="https://player.vimeo.com/video/1161423221?h=72d516d428&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A diferenciação clínica é subtil: num caso de Doença de Cushing, por exemplo, o binómio &#8220;aumento de peso e desaceleração do crescimento&#8221; é um sinal de alerta crucial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A natureza frequentemente genética destas patologias obriga a um rastreio familiar rigoroso. Se um adulto é diagnosticado, a vigilância sobre a descendência torna-se imperativa. O foco não reside apenas na cura da doença, mas na mitigação de complicações permanentes num organismo em desenvolvimento. Sublinhou ainda a transição para a vida adulta, uma fase de vulnerabilidade onde o &#8220;empoderamento&#8221; do jovem doente é essencial para o sucesso terapêutico a longo prazo.</p>
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		<item>
		<title>Desafios da asma na adolescência marcam reunião temática da SPAP</title>
		<link>https://mypediatria.pt/entrevistas/desafios-da-asma-na-adolescencia-marcam-reuniao-tematica-da-spap/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Feb 2026 14:35:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica (SPAP) promove, no próximo dia 28 de fevereiro, em Tomar, a 12.ª Reunião Temática, dedicada aos Desafios da Asma na Adolescência. A escolha do tema não é casual. Como sublinha o presidente da SPAP, Libério Ribeiro, a asma continua a ser uma das doenças crónicas mais prevalentes na infância [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátrica (SPAP) promove, no próximo dia 28 de fevereiro, em Tomar, a 12.ª Reunião Temática, dedicada aos Desafios da Asma na Adolescência. A escolha do tema não é casual. Como sublinha o presidente da SPAP, <strong>Libério Ribeiro</strong>, a asma continua a ser uma das doenças crónicas mais prevalentes na infância e adolescência, com sinais claros de subdiagnóstico e controlo insuficiente. Veja as declarações.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="LIBÉRIO RIBEIRO - 12.ª Reunião temática SPAP" src="https://player.vimeo.com/video/1161730664?dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Dados de estudos internacionais, com participação portuguesa, indicam que cerca de 14% dos adolescentes entre os 13 e os 14 anos têm asma, mas mais de 20% referem sintomas respiratórios recentes, como pieira ou dificuldade respiratória, sugerindo que muitos casos permanecem por diagnosticar. Mesmo entre os doentes com diagnóstico estabelecido, aproximadamente 12% apresentam sintomas no último ano, o que aponta para situações de asma não controlada, apesar de terapêutica prescrita. Segundo Libério Ribeiro, o controlo eficaz exige medicação de fundo regular, não apenas tratamento das crises.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A adolescência surge, assim, como um período crítico. Além das alterações hormonais e do impacto psicológico e emocional, é nesta fase que surgem novos fatores de risco, como o contacto com o tabaco (incluindo vaporizadores), o álcool e outras substâncias. Estes temas estarão em destaque ao longo da reunião, a par da asma induzida pelo exercício, da prática desportiva, incluindo em contexto federado, e das implicações terapêuticas no âmbito do controlo antidopagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa inclui ainda uma forte aposta no diagnóstico e monitorização, com particular enfoque no estudo funcional respiratório, um exame que continua subutilizado, apesar de “essencial” no seguimento regular do doente asmático. Outro momento relevante será dedicado à transição da consulta de alergologia pediátrica para a de adultos, um processo frequentemente sensível e determinante para a estabilidade clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As novas tecnologias e aplicações digitais aplicadas ao controlo da asma encerram os trabalhos científicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais <a href="https://spap-alergoped.pt/eventos/reunioes-tematicas/12-reuniao-tematica-da-spap/">aqui</a>.</p>
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