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	<title>My Pediatria</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Pediatria e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças pediátricas.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 09 Jul 2026 13:07:05 +0000</lastBuildDate>
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	<title>My Pediatria</title>
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		<title>Novo livro ajuda pediatras a reconhecer precocemente as perturbações do neurodesenvolvimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 13:07:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As perturbações do neurodesenvolvimento afetam atualmente entre 15% e 20% das crianças em idade escolar e representam um desafio crescente para os sistemas de saúde, educação e proteção social. Com o objetivo de apoiar a identificação precoce destas condições e promover uma abordagem baseada na evidência, a LIDEL Editora publica “Neurodesenvolvimento Trocado por Miúdos”, obra [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">As perturbações do neurodesenvolvimento afetam atualmente entre 15% e 20% das crianças em idade escolar e representam um desafio crescente para os sistemas de saúde, educação e proteção social. Com o objetivo de apoiar a identificação precoce destas condições e promover uma abordagem baseada na evidência, a LIDEL Editora publica “Neurodesenvolvimento Trocado por Miúdos”, obra coordenada pelas pediatras Catarina Prior e Inês Vaz Matos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dirigido a profissionais de saúde, educadores e famílias, o livro reúne conhecimento científico atualizado sobre o neurodesenvolvimento típico e as principais perturbações que podem comprometer áreas como a linguagem, cognição, atenção, motricidade, interação social e regulação emocional. Simultaneamente, procura traduzir a evidência científica numa linguagem acessível, facilitando o reconhecimento precoce de sinais de alerta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na nota introdutória, as coordenadoras sublinham que a crescente procura das consultas de neurodesenvolvimento no Serviço Nacional de Saúde reforça a importância de uma deteção atempada e de uma intervenção precoce, determinantes para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida das crianças.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Peniche recebe 3.º Congresso Português de Reumatologia Pediátrica</title>
		<link>https://mypediatria.pt/eventos/peniche-recebe-3-o-congresso-portugues-de-reumatologia-pediatrica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 09:36:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Peniche é o palco do 3.º Congresso Português de Reumatologia Pediátrica. O evento irá decorrer no Hotel MH Atlântico, entre os dias 30 de setembro e 1 de outubro de 2026, reunindo profissionais de saúde de diferentes especialidades envolvidos no diagnóstico, tratamento e acompanhamento de crianças e adolescentes com patologias músculo-esqueléticas e doenças reumáticas. Mais [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Peniche é o palco do 3.º Congresso Português de Reumatologia Pediátrica. O evento irá decorrer no Hotel MH Atlântico, entre os dias 30 de setembro e 1 de outubro de 2026, reunindo profissionais de saúde de diferentes especialidades envolvidos no diagnóstico, tratamento e acompanhamento de crianças e adolescentes com patologias músculo-esqueléticas e doenças reumáticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais informações sobre o evento <a href="https://spp.pt/eventos/default.asp?ida=50807" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>ESPID 2026: dados de vida real confirmam efetividade histórica da imunização contra a doença provocada por RSV</title>
		<link>https://mypediatria.pt/atualidade/espid-2026-dados-de-vida-real-confirmam-efetividade-historica-da-imunizacao-contra-a-doenca-provocada-por-rsv/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 09:29:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O congresso da Sociedade Europeia de Doenças Infeciosas Pediátricas (ESPID) de 2026 destacou o impacto transformador da imunização contra a doença provocada pelo vírus sincicial respiratório (RSV). Os dados de vida real evidenciam não só uma redução drástica nas hospitalizações de recém-nascidos e lactentes, mas também benefícios inesperados a longo prazo e uma diminuição significativa [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O congresso da Sociedade Europeia de Doenças Infeciosas Pediátricas (ESPID) de 2026 destacou o impacto transformador da imunização contra a doença provocada pelo vírus sincicial respiratório (RSV). Os dados de vida real evidenciam não só uma redução drástica nas hospitalizações de recém-nascidos e lactentes, mas também benefícios inesperados a longo prazo e uma diminuição significativa na prescrição de antibióticos. Assista ao vídeo com os destaques de especialistas nacionais que marcaram presença neste grande evento científico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O congresso da ESPID 2026, realizado na cidade de Bolonha, reuniu especialistas em Pediatria e doenças infeciosas para debater os mais recentes avanços na proteção infantil. A consolidação da evidência clínica e de vida real sobre nirsevimab, um anticorpo monoclonal utilizado na prevenção da doença associada à infecção por RSV, foi um dos temas abordados. Os especialistas sublinharam como as campanhas de imunização vieram alterar de forma radical o panorama das urgências pediátricas e das unidades de Cuidados Intensivos durante a época típica de circulação do vírus.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Maturidade dos dados e generalização de resultados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a utilização de nirsevimab já implementada em vários países, a comunidade médica dispõe agora de dados robustos que comprovam a sua efetividade à escala global. Esta fase de maturidade permitiu observar ganhos que vão além das expectativas iniciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nesta altura de maturidade do produto, o que tem sido muito interessante é observar a generalização dos bons resultados. Neste momento, temos dados de mundo real, em vários continentes, que corroboram a excelente efetividade (…) e começamos, além disso, a ter alguns dados muito interessantes de ganhos secundários que não se adivinhavam com a introdução do produto, nomeadamente a redução da carga da doença no segundo ano, na segunda época de contacto com o RSV.” <strong>— </strong>João Farela Neves, Pediatra, Hospital de Dona Estefânia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Evidência de segurança e impacto além da primeira época</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A consistência dos resultados ao longo de três épocas de transmissão do vírus tem trazido uma nova confiança aos profissionais de saúde. Além disso, a evidência sugere uma proteção para além da primeira época de contacto com o vírus..</p>



<p class="wp-block-paragraph">“De facto, temos já três épocas seguidas de utilização de nirsevimab e a grande efetividade que temos nos números de vida real apresentados permitem-nos ficar com maior tranquilidade e maior segurança (…) conseguimos ver um impacto após os seis meses, e isso, naquilo que é a carga de trabalho dos internamentos e dos recursos dos cuidados de saúde, conseguimos também ver aqui um ganho adicional.” — Alexandre Fernandes, Pediatra, Centro Materno Infantil do Norte (CMIN).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta hipótese de extensão da proteção foi um dos temas centrais das apresentações científicas baseadas em coortes prospetivas, como o estudo NIRSE-GAL.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os novos dados apresentados neste ESPID em Bolonha são particularmente relevantes (…) porque sugerem que a proteção conferida por nirsevimab pode estender-se além dos primeiros seis meses de vida (…) Mais interessante ainda é esta análise da segunda época: mesmo sem receberem uma nova dose do nirsevimab, as crianças que tinham sido imunizadas apenas na primeira época apresentaram uma redução de cerca de 50% no risco de hospitalização por RSV.” <strong>— </strong>Isabel Esteves, Pediatra, Hospital de Santa Maria.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Alívio dos sistemas de Saúde e redução de antibióticos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto clínico não se limitou aos internamentos prolongados. Houve uma mudança visível nas Urgências e na forma como as patologias respiratórias agudas são geridas, com um benefício direto no combate a outras ameaças de saúde pública, como a resistência antimicrobiana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O impacto da administração de nirsevimab foi muito além da redução da hospitalização. Trouxe uma diminuição franca da afluência ao serviço de urgência, quer por bronquiolite, quer por infeções respiratórias associadas ao RSV (…) Um outro aspeto muito relevante foi a diminuição da prescrição de antibióticos (…) e isto é muito importante no contexto atual de aumento das resistências antimicrobianas, que sabemos que é uma das maiores ameaças à saúde pública.” <strong>— </strong>Filipa Prata, Pediatra, Hospital de Santa Maria.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma mudança de paradigma na Pediatria</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem está na linha da frente nos hospitais centrais, a diferença entre as épocas pré e pós-imunização com nirsevimab é descrita como muito significativa, melhorando não apenas os indicadores de saúde, mas também a vida das famílias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O grande impacto foi claramente esse: uma redução ‘brutal’ nas hospitalizações, nos casos graves, na ida às Urgências. Como diretor da Pediatria de um hospital central, (…) notámos uma grande diferença de uma época para outra. Estávamos habituados a ver crianças muito pequeninas com um quadro clínico muito grave, com dificuldade respiratória importante, com internamentos em Cuidados Intensivos, e graças ao anticorpo monoclonal (…) notámos uma grande redução dos casos graves e uma consequente melhoria também da qualidade de vida das crianças e das famílias.” — Luís Varandas, Diretor do Departamento de Pediatria, Hospital de Dona Estefânia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O congresso encerrou com perspetivas otimistas para o futuro, com os especialistas a manifestarem esperança de que esta intervenção preventiva possa vir a reduzir, a longo prazo, as sequelas respiratórias, como a sibilância recorrente e eventuais casos de asma nas crianças imunizadas.</p>
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		<item>
		<title>Trissomia 21 em idade pediátrica</title>
		<link>https://mypediatria.pt/entrevistas/trissomia-21-em-idade-pediatrica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 09:25:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A coordenadora da Unidade de Audiologia da ULS de Santa Maria, Cristina Leite, salienta a elevada prevalência de alterações auditivas em crianças com trissomia 21 e a necessidade de vigilância precoce. Veja a entrevista. Após falhas frequentes no rastreio neonatal, a avaliação integra exames eletrofisiológicos e, sobretudo, provas comportamentais, consideradas mais fiáveis na determinação do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A coordenadora da Unidade de Audiologia da ULS de Santa Maria, <strong>Cristina Leite</strong>, salienta a elevada prevalência de alterações auditivas em crianças com trissomia 21 e a necessidade de vigilância precoce. Veja a entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="CRISTINA LEITE" src="https://player.vimeo.com/video/1164665272?h=64bf2b1343&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Após falhas frequentes no rastreio neonatal, a avaliação integra exames eletrofisiológicos e, sobretudo, provas comportamentais, consideradas mais fiáveis na determinação do limiar auditivo. A reabilitação passa maioritariamente por prótese auditiva. Nos casos de surdez profunda, o implante coclear constitui uma opção eficaz. O objetivo é garantir não apenas a audição, mas o pleno desenvolvimento cognitivo, linguístico e social.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estudo destaca impacto da dinâmica familiar no sucesso da ortodontia pediátrica</title>
		<link>https://mypediatria.pt/atualidade/estudo-destaca-impacto-da-dinamica-familiar-no-sucesso-da-ortodontia-pediatrica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 09:20:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A qualidade da relação entre pais e filhos pode influenciar a adesão de crianças e adolescentes ao tratamento ortodôntico com alinhadores transparentes. A conclusão resulta de um estudo publicado no American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, que avaliou 124 doentes entre os seis e os 18 anos. Os investigadores analisaram a relação parental através [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A qualidade da relação entre pais e filhos pode influenciar a adesão de crianças e adolescentes ao tratamento ortodôntico com alinhadores transparentes. A conclusão resulta de um estudo publicado no American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, que avaliou 124 doentes entre os seis e os 18 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores analisaram a relação parental através da Child-Parent Relationship Scale e cruzaram os resultados com oito indicadores de adesão ao tratamento. Não foram encontradas diferenças significativas associadas a características sociodemográficas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados revelaram que uma maior proximidade e menor nível de conflito entre pais e filhos estavam associadas a melhores níveis de cumprimento terapêutico, embora a correlação tenha sido considerada modesta. As associações mais evidentes verificaram-se na limpeza dos alinhadores e na sua substituição atempada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As crianças e adolescentes com relações mais próximas dos pais apresentaram uma probabilidade 2,2 vezes superior de alcançar melhor adesão global ao tratamento. Em contrapartida, níveis elevados de conflito reduziram significativamente essa probabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores defendem que a avaliação prévia da relação pais-filhos poderá fornecer informação útil para o planeamento terapêutico e para estratégias personalizadas de promoção da adesão em ortodontia pediátrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41848440/">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Europa aprova o primeiro medicamento para crianças com UCE</title>
		<link>https://mypediatria.pt/atualidade/aprovada-nova-opcao-terapeutica-para-a-urticaria-cronica-espontanea-em-idade-pediatrica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 08:40:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão Europeia aprovou uma terapêutica biológica, direcionada para o tratamento da urticária crónica espontânea (UCE) em idade pediátrica. A indicação abrange crianças dos dois aos 11 anos com doença moderada a grave, cuja sintomatologia não está adequadamente controlada com anti-histamínicos H1 e que não receberam previamente terapêutica anti-IgE para esta patologia. A decisão baseia-se [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Comissão Europeia aprovou uma terapêutica biológica, direcionada para o tratamento da urticária crónica espontânea (UCE) em idade pediátrica. A indicação abrange crianças dos dois aos 11 anos com doença moderada a grave, cuja sintomatologia não está adequadamente controlada com anti-histamínicos H1 e que não receberam previamente terapêutica anti-IgE para esta patologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão baseia-se em evidência proveniente do programa de desenvolvimento clínico LIBERTY-CUPID, incluindo dois ensaios de fase 3 em crianças dos seis aos 11 anos (NCT04180488), bem como o estudo de fase 3 CUPIDKids, que incluiu crianças dos dois aos 11 anos com UCE (NCT05526521).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados dos ensaios clínicos evidenciaram que o dupilumab proporcionou uma redução significativa da atividade da urticária, avaliada através de um índice composto de prurido e número de pápulas, bem como das medidas individuais de gravidade destes sintomas, quando comparado com placebo na semana 24. Observou-se ainda um aumento relevante da proporção de doentes com doença bem controlada e com resposta completa no mesmo período.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;As opções de tratamento anteriores para crianças pequenas com UCE deixaram muitos doentes com a doença descontrolada, onde o aparecimento imprevisível de prurido e da urticária continuava a perturbar as suas rotinas diárias”, afirma Alyssa Johnsen, Global Therapeutic Area Head, Immunology Development na Sanofi. <br><br>Relativamente à segurança, os resultados obtidos mostraram-se globalmente consistentes com o perfil de segurança já estabelecido do dupilumab nas suas indicações dermatológicas aprovadas. As reações adversas mais frequentemente reportadas incluíram reações no local de injeção, conjuntivite (incluindo conjuntivite alérgica), artralgia, herpes oral e eosinofilia. Foram também descritas outras reações no local de administração, como induração, dermatite, equimose ou hematoma, em adultos e adolescentes com UCE. Entre os eventos adversos mais comuns (≥5%) observados com dupilumab, em comparação com placebo, destacou-se a COVID-19. Nos doentes pediátricos entre os dois e os 11 anos, o perfil de segurança revelou-se, de forma geral, consistente com o observado em adultos e adolescentes tratados para a mesma condição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo&nbsp;George D. Yancopoulos,&nbsp;<em>Board co-chair, president and chief scientific officer</em>&nbsp;da Regeneron<em>,</em>&nbsp;este é&nbsp;&#8220;o medicamento inovador baseado em anticorpos mais amplamente utilizado no mundo, e esta quarta aprovação para crianças pequenas com doenças crónicas, causadas em parte pela inflamação do tipo 2, traz a sua eficácia comprovada e perfil de segurança a longo prazo para mais uma população vulnerável que necessita&#8221;.&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Escoliose idiopática do adolescente e a importância do diagnóstico precoce</title>
		<link>https://mypediatria.pt/opiniao/escoliose-idiopatica-do-adolescente-e-a-importancia-do-diagnostico-precoce/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 07:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A propósito do Dia Internacional de Sensibilização para a Escoliose, assinalado este sábado, 27 de junho, o&#160;presidente da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV), Nelson Carvalho, alerta para esta doença rara para a qual a comunidade médica deve estar alerta no desenvolvimento da população pediátrica. Leia o artigo de opinião. A escoliose idiopática [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A propósito do Dia Internacional de Sensibilização para a Escoliose, assinalado este sábado, 27 de junho, o&nbsp;presidente da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV), <strong>Nelson Carvalho</strong>, alerta para esta doença rara para a qual a comunidade médica deve estar alerta no desenvolvimento da população pediátrica. Leia o artigo de opinião.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escoliose idiopática do adolescente (EIA) é uma patologia que afeta entre 2 a 4 por cento da população mundial. É caracterizada por uma inclinação lateral da espinha dorsal, com rotação das vértebras. Apesar de ser mais notório o desvio da coluna para um dos lados, a escoliose é uma deformidade tridimensional da coluna, com rotação e desvio em vários planos. A EIA é mais frequente entre o sexo feminino, sobretudo antes da primeira menstruação. Apesar de os rapazes também poderem vir a desenvolver esta patologia, a ocorrência é bem menos frequente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda que, na maioria dos casos, a causa seja idiopática (que significa de causa desconhecida, embora saibamos que terá a ver com um determinismo genético ainda não identificado), pode ter outras causas como neurológicas, congénitas, do tecido conjuntivo e outras. A escoliose idiopática pode ainda ser infantil (&lt; 3 anos), juvenil (3 – 10 anos) e do adulto e pode ainda ser “de novo” em adultos habitualmente na 5ª década que não sofriam desta patologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na EIA há quem acredite que o peso das malas e mochilas pode potenciar o surgimento desta patologia, o que é errado. O transporte de mochilas e malas, ainda que possam aumentar a quantidade de stress na coluna vertebral, devido ao peso excessivo, a utilização das mesmas não é o principal fator de desenvolvimento de escoliose. O máximo que pode acontecer é que a dor sentida aumente. Vários estudos comparativos entre crianças que usam mochila em apenas um ombro com as que não usam mochila, revelaram que a incidência de escoliose é igual em ambas.<br>No entanto, pode sim existir uma relação entre o peso das malas e algumas alterações de postura. Por forma a que não haja um comprometimento da coluna, recomenda-se que o peso carregado não ultrapasse 10 por cento do peso corporal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os principais sinais de alerta são os ombros a alturas diferentes, um lado da anca mais levantado do que o outro, inclinação do corpo para um dos lados e proeminência da grelha costal (gibosidade ou bossa torácica) ao fletir a coluna para a frente. Por vezes, a escoliose pode ser facilmente confundida com a desigualdade do comprimento das pernas, sendo estes casos uma das causas de atitude escoliótica e não escoliose, na qual temos para além da curvatura da coluna uma rotação das vértebras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As escolioses que se encontram entre os 10 graus e os 20-25 graus (Ângulo de Cobb) apenas necessitam de vigilância regular até à conclusão do crescimento da coluna vertebral. Porém, quando temos uma curvatura entre 20-25 e 40-45 graus, pode ser recomendada a utilização de um colete para impedir que a curva se agrave. As curvas com mais de 45 graus têm habitualmente indicação cirúrgica.<br>Relativamente ao tratamento da escoliose, este deve ser personalizado e individualizado, consoante a gravidade da situação. O problema mais importante relacionado com a escoliose é a progressão da deformidade e os efeitos colaterais resultantes, como distúrbios respiratórios e dor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fisioterapia, osteopatia, exercícios de alongamento ou reforço das cadeias musculares, não têm validação científica quanto à correção da curva. No entanto são importantes quando pensamos em atitudes escolióticas e correções posturais, o que é diferente das verdadeiras escolioses. Nestas, para além da inclinação lateral do tronco temos ao mesmo tempo a rotação da coluna no seu eixo vertical, que corresponde clinicamente ao aparecimento da gibosidade ou bossa torácica dorsal.<br>As ortóteses, recomendadas entre os 20-40 graus, têm como principal objetivo que a curva não progrida com o crescimento da adolescência. Podem ser de vários tipos, sendo os mais comuns os coletes de Boston, Providence e Charleston. Os dois primeiros são habitualmente usados 23 horas por dia, podendo em alguns casos aplicar-se o colete de Charleston apenas durante o período noturno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na EIA apenas é aconselhada a cirurgia nos casos graves, com curvas superiores a 40-45º, recorrendo-se a anestesia geral e a um período de internamento que varia entre quatro a sete dias. É uma cirurgia que se realiza habitualmente com monitorização neurológica, sendo colocado no paciente implantes de titânio que permitem a correção da deformidade em 70 a 80% do ângulo pré-operatório. No início da 4ª semana da data da cirurgia podem retomar as suas atividades escolares, recomendando-se atividades físicas sem contacto físico a partir das 6 semanas e sem restrições do desporto escolar a partir dos 4 meses. Existem técnicas recentes de não fusão das vértebras (“Tethering)”, permitindo a mobilidade no segmento operado. Recorrem a bandas em vez de barras, sendo, contudo, uma técnica que ainda não tem o seguimento de anos pós-operatórios suficientes para se encontrar validada e ser consensual na comunidade científica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os outros tipos de escoliose, que não a EIA, têm tratamentos específicos caso a caso, necessitando de um tratamento personalizado a ser encetado por um Cirurgião de Coluna (Ortopedista ou Neurocirurgião) ou um Fisiatra.</p>
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		<title>PHDA: guia clínico reúne estratégias de diagnóstico, tratamento e acompanhamento</title>
		<link>https://mypediatria.pt/atualidade/phda-novo-guia-clinico-reune-estrategias-de-diagnostico-tratamento-e-acompanhamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 09:07:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) afeta cerca de 6% das crianças e adolescentes. Para ajudar a desmistificar esta condição, os especialistas&#160; Cláudia Alfaiate, diretora clínica, Crescer Melhor, José Boavida, pediatra de neurodesenvolvimento, Margarida Almeida, psicóloga, e elaboraram o livro “Compreender a PHDA”. A obra oferece estratégias práticas e explicações sobre como [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) afeta cerca de 6% das crianças e adolescentes. Para ajudar a desmistificar esta condição, os especialistas&nbsp; Cláudia Alfaiate, diretora clínica, Crescer Melhor, José Boavida, pediatra de neurodesenvolvimento, Margarida Almeida, psicóloga, e elaboraram o livro “Compreender a PHDA”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obra oferece estratégias práticas e explicações sobre como a patologia se manifesta em várias idades. O diagnóstico da PHDA é descrito como um processo complexo que exige a presença de sintomas prolongados com impacto na escola, no trabalho ou nas relações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O desafio do diagnóstico precoce</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A sinalização precoce é considerada o ponto de viragem no desenvolvimento de crianças e jovens que têm dificuldade em manter a atenção ou controlar impulsos. Segundo a nota introdutória da obra, muitos sintomas podem ser confundidos com comportamentos normais, o que torna o diagnóstico clínico um desafio para os profissionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A PHDA é uma situação clínica que afeta 7-10% das crianças e adolescentes e 4% dos adultos em situação crónica”, afirma Luís Borges, neuropediatra e fundador do Centro de Desenvolvimento da Criança do Hospital Pediátrico da Unidade Local de Saúde de Coimbra.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conteúdos e abordagem clínica</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O guia clínico aborda temas fundamentais para o acompanhamento destes doentes, desde as causas e manifestações da PHDA até aos aspetos cruciais da avaliação e diagnóstico. A obra explora ainda as opções terapêuticas, os fármacos mais utilizados, bem como a evolução e o prognóstico da perturbação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta ferramenta destina-se a profissionais da área da saúde, educadores e pais, procurando promover uma mudança de paradigma na compreensão desta forma diferente de observar e vivenciar o mundo<strong>.</strong></p>


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<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="264" height="400" src="https://mypediatria.pt/wp-content/uploads/2026/06/2-264x400.jpg" alt="" class="wp-image-214441" srcset="https://mypediatria.pt/wp-content/uploads/2026/06/2-264x400.jpg 264w, https://mypediatria.pt/wp-content/uploads/2026/06/2-198x300.jpg 198w, https://mypediatria.pt/wp-content/uploads/2026/06/2.jpg 675w" sizes="(max-width: 264px) 100vw, 264px" /></figure>
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		<title>Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Nefrologia Pediátrica marcada para outubro</title>
		<link>https://mypediatria.pt/eventos/reuniao-anual-da-sociedade-portuguesa-de-nefrologia-pediatrica-marcada-para-outubro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 10:30:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Nova Medical School, em Lisboa, vai acolher a Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Nefrologia Pediátrica (SPNP) nos dias 29 e 30 de outubro. O encontro científico assume-se como o espaço de eleição para a discussão de avanços clínicos, partilha de investigação e atualização formativa transversal a várias gerações de especialistas dedicados à saúde [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Nova Medical School, em Lisboa, vai acolher a Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Nefrologia Pediátrica (SPNP) nos dias 29 e 30 de outubro. O encontro científico assume-se como o espaço de eleição para a discussão de avanços clínicos, partilha de investigação e atualização formativa transversal a várias gerações de especialistas dedicados à saúde renal infantil. As inscrições são feitas&nbsp;<em>online</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa provisório do evento reflete o dinamismo da especialidade e o compromisso com a inovação terapêutica, dividindo-se em várias mesas-redondas, simpósios e conferências plenárias. Entre as principais áreas em destaque contam-se: Imuno-Nefrologia, hipertensão e doença cardiovascular, litíase, avanços e&nbsp;<em>guidelines</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento abrirá ainda espaço à discussão de temas práticos na comunidade, controvérsias em infeções do trato urinário e novas fronteiras no diagnóstico da lesão renal aguda pediátrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente às sessões de debate, a reunião contará com a apresentação dos mais recentes dados dos Registos Nacionais da SPNP, nomeadamente sobre biópsias renais, doença renal crónica e tratamento substitutivo da função renal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A produção científica nacional terá um palco privilegiado através das sessões de comunicações orais, mini-orais e pósteres. Como é tradição neste encontro, o reconhecimento do mérito científico e do trabalho desenvolvido pelos profissionais de saúde ao longo do ano culminará com a habitual entrega de prémios durante o jantar oficial do evento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais&nbsp;<a href="https://its-comunicacao.pt/event/reuniao-anual-da-sociedade-portuguesa-de-nefrologia-pediatrica-4/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Estudo alerta para progressão silenciosa da fibrose cística na infância</title>
		<link>https://mypediatria.pt/atualidade/estudo-alerta-para-progressao-silenciosa-da-fibrose-cistica-na-infancia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 11:09:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo da Unidade de Pneumologia Pediátrica do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (ICrHCFM-FMUSP), publicado na revista Respiratory Research &#38; Clinical Practice, indica que mais de 90% das crianças com fibrose cística já apresentam alterações estruturais nos pulmões antes dos três [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo da Unidade de Pneumologia Pediátrica do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (ICrHCFM-FMUSP), publicado na revista <em>Respiratory Research &amp; Clinical Practice</em>, indica que mais de 90% das crianças com fibrose cística já apresentam alterações estruturais nos pulmões antes dos três anos de idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados reforçam a necessidade de diagnóstico precoce e de acesso atempado a terapêuticas capazes de travar a progressão silenciosa da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O chefe da Unidade de Pneumologia Pediátrica do ICrHCFM-FMUSP, Luiz Vicente Ribeiro Ferreira da Silva Filho, explica que a fibrose cística é uma doença genética caracterizada por secreções mais espessas, com impacto no sistema respiratório, digestivo e reprodutor. Apesar de identificada através do teste do pezinho, pode evoluir de forma progressiva mesmo sob vigilância clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista sublinha o papel dos moduladores da proteína CFTR, fármacos que atuam diretamente no defeito molecular da doença e que podem retardar o desenvolvimento de lesões pulmonares quando iniciados precocemente. A utilização atempada destes medicamentos associa-se ainda a melhor função pancreática e menor carga de cuidados diários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A principal barreira continua a ser o elevado custo destas terapêuticas, o que limita o acesso no sistema público. O investigador defende estratégias que permitam reduzir o preço e ampliar a disponibilização, considerando o potencial impacto na qualidade de vida e na evolução clínica das crianças.</p>
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