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	<title>depressão Archives - My Pediatria</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Pediatria e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças pediátricas.</description>
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		<title>Depressão e ansiedade nas crianças portuguesas afetam mais os meninos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2020 09:36:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo sobre sintomas de depressão, ansiedade e stress em crianças portuguesas sugere que &#8220;os meninos têm maior probabilidade de apresentar sinais&#8221; destes problemas do que as meninas, ainda que existam “outros fatores que parecem influenciar a frequência destes sintomas”. Os dados são revelados pela Universidade de Coimbra (UC). Publicado na revista científica&#160;BMC Psychiatry, o&#160;estudo&#160;foi [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um estudo sobre sintomas de depressão, ansiedade e stress em crianças portuguesas sugere que &#8220;os meninos têm maior probabilidade de apresentar sinais&#8221; destes problemas do que as meninas, ainda que existam “outros fatores que parecem influenciar a frequência destes sintomas”. Os dados são revelados pela Universidade de Coimbra (UC).</p>
<p><span id="more-212558"></span></p>
<p>Publicado na revista científica&nbsp;<em>BMC Psychiatry</em>, o&nbsp;<a href="https://bmcpsychiatry.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12888-020-02498-z" target="_blank" rel="noopener">estudo&nbsp;</a>foi realizado por uma equipa multidisciplinar da UC, das universidades de Lisboa e Fernando Pessoa (Porto), e do Instituto Politécnico de Viseu para &#8220;explorar os fatores associados a sintomas de ansiedade, depressão e stress nas crianças portuguesas em idade escolar, dos 7,5 aos 11,5 anos, uma vez que existem poucos dados sobre a magnitude e causas dos problemas de saúde mental mais comuns em idades tão jovens&#8221;.</p>
<p>Participaram na investigação 1.022 crianças &#8211; 481 rapazes e 541 raparigas &#8211; de escolas públicas e privadas das cidades de Coimbra, Lisboa e Porto, e os respetivos pais.</p>
<p>Ao analisarem os autorrelatos das crianças, os investigadores concluíram que os rapazes reportam mais frequentemente sintomas de stress e sintomas depressivos do que as raparigas, refere a UC.</p>
<p>As diferenças entre meninos e meninas na expressão destes sintomas podem ser influenciadas pelo contexto cultural: &#8220;Poderão residir numa maior tendência das meninas para responder de forma socialmente mais desejável ou expectável&#8221;, afirma o Dr. Diogo Costa, primeiro autor do artigo.</p>
<p>&#8220;As crianças de Lisboa, por comparação com as de Coimbra e Porto, poderão estar expostas a características do ambiente urbano mais prejudiciais que se refletem na frequência destes sintomas&#8221;, considera o investigador do Centro de Investigação em Antropologia e Saúde (CIAS) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC, centro que liderou o estudo.</p>
<p>Aquelas crianças &#8220;poderão ter de percorrer maiores distâncias no percurso entre casa e escola e passar mais tempo no trânsito&#8221;, exemplifica.</p>
<p>A investigação sugere ainda que os fatores parentais, em particular os sintomas depressivos, de ansiedade e de stress da mãe, interferem de forma negativa na saúde mental das crianças.</p>
<p>De acordo com o Dr. Diogo Costa, &#8220;a influência (negativa) do estado emocional das mães nas emoções das crianças é bastante conhecida, sobretudo para os sintomas depressivos, e pode fazer sentir-se desde cedo&#8221;, mas são necessários &#8220;estudos longitudinais (que acompanhem as crianças e mães ao longo do tempo) para melhor avaliar outros fatores intervenientes nesta relação, como por exemplo a vinculação entre pais e crianças&#8221;.</p>
<p>Considerando que os sintomas de depressão, ansiedade e stress experienciados durante a infância podem ter um impacto negativo no desenvolvimento, a coordenadora do estudo, a Prof.ª Doutora Cristina Padez, defende que &#8220;são imprescindíveis estudos longitudinais&#8221; para se conhecer &#8220;o impacto destes sintomas no aparecimento da obesidade infantil&#8221;.</p>
<p>A obesidade infantil é &#8220;um problema com uma grande expressão na generalidade dos países desenvolvidos e em que Portugal também tem taxas muito elevadas&#8221;, sublinha a Prof.ª Doutora Cristina Padez.</p>
<p>O estudo, que faz parte de um projeto de investigação mais alargado &#8220;Desigualdades na obesidade infantil: o impacto da crise socioeconómica em Portugal de 2009 a 2015&#8221; foi cofinanciado pelo COMPETE 2020, Portugal 2020 &#8211; Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (POCI), União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), e Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).</p>
<p><span style="font-size: 8pt;">Fonte: Lusa</span></p>
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