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	<title>ESPID 2019 Archives - My Pediatria</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Pediatria e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças pediátricas.</description>
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		<title>ESPID 2019: “trazemos as grandes novidades para aplicar no nosso país”</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Jun 2019 10:06:40 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[ESPID 2019]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As mais recentes novidades na área da vacinação e doenças infecciosas pediátricas, nomeadamente a doença invasiva meningocócica e a invasiva pneumocócica, tiveram em discussão na 37th Annual Meeting of the European Society For Paediatric Infectious Diseases (ESPID), realizado na cidade de Lujbljana, na Eslovénia, entre os dias seis e 11 de maio. O Dr. Gustavo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As mais recentes novidades na área da vacinação e doenças infecciosas pediátricas, nomeadamente a doença invasiva meningocócica e a invasiva pneumocócica, tiveram em discussão na 37th <em>Annual Meeting of the European Society For Paediatric Infectious Diseases</em> (ESPID), realizado na cidade de Lujbljana, na Eslovénia, entre os dias seis e 11 de maio. O <strong>Dr. Gustavo Januário</strong>, do Hospital Pediátrico de Coimbra, representou Portugal no evento. Em entrevista ao My Pediatria, o especialista descreveu a reunião como “interessante e concorrida”. Veja o vídeo da entrevista.</p>
<p><span id="more-212312"></span></p>
<p>O ESPID 2019 foi palco de partilha entre especialistas sobre os seus últimos trabalhos e experiências, no que diz respeito às “mais recentes vacinas” e seus resultados, “novas indicações e desenvolvimentos”. Neste sentido, o encontro permitiu, uma vez mais, aos médicos portugueses trazer as “grandes novidades para serem aplicadas em Portugal”, salientou.</p>
<p>O especialista aproveitou ainda para dizer que ao participar no encontro internacional lhe permitiu “ouvir e estar em direto com os intervenientes que divulgaram os seus mais recentes trabalhos na área da vacinação”, que, na sua visão, “é essencial” para a prática clínica.</p>
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		<title>Evolução e impacto da vacinação pediátrica em debate na ESPID 2019</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Jun 2019 11:17:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[ESPID 2019]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito da 37.ª edição da Annual Meeting of the European Society for Paediatric Infectious Diseases (ESPID 2019), que decorreu de 6 a 11 de maio em Liubliana (Eslovénia), a MSD organizou um simpósio subordinado ao tema “Pediatric Vaccines in an Evolving Landscape”, que contou com as palestras de três especialistas internacionais que falaram de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No âmbito da 37.ª edição da Annual Meeting of the European Society for Paediatric Infectious Diseases (ESPID 2019), que decorreu de 6 a 11 de maio em Liubliana (Eslovénia), a MSD organizou um simpósio subordinado ao tema “Pediatric Vaccines in an Evolving Landscape”, que contou com as palestras de três especialistas internacionais que falaram de alguns tipos de vacinas e do problema inerente ao ceticismo em relação à vacinação. O My Pediatria reuniu alguns dos pontos chave da sessão.</p>
<p><span id="more-212304"></span></p>
<p>&nbsp;“Where Are We and Where Are We Going With Pneumococcal Vaccination in Children?” foi o tema apresentado pelo Dr. Richard Malley, médico no Boston Children’s Hospital e professor de Pediatria na Harvard Medical School. No arranque da sua palestra, o especialista recordou um estudo publicado em 2000 (Black S et al.), no qual se avaliou e observou a elevada eficácia da vacina pneumocócica conjugada heptavalente (7-PCV) na redução dos casos de doença invasiva pneumocócica (DIP). Esta vacina acabaria por ser aprovada pela U.S. Food and Drug Administration a 17 de fevereiro de 2000, o que resultou, segundo o orador, “numa quase erradicação dos serotipos de pneumococo da vacina, em crianças”.</p>
<p>Porém, surgiram novas preocupações, já que se verificou (Huang et al. Pediatrics 2009; Weinberger et al. Lancet 2011) a “substituição” de serotipos “quase imediatamente após (três ou quatro anos) a introdução da 7-PCV nos Estados Unidos e em outros países”, ou seja, crianças vacinadas começaram a ter na nasofaringe outros serotipos de pneumococo que não correspondiam aos incluídos na 7-PCV, o que levou a um aumento de DIP, em alguns países.</p>
<p>“Um ponto importante a assinalar é que, depois destas observações, algumas pessoas pensaram em desenvolver vacinas que pudessem cobrir todos os novos serotipos, esquecendo aqueles que já tinham sido erradicados”, afirmou o Dr. Richard Malley, acrescentando: “Se isso realmente acontecer, iríamos observar a reemergência dos serotipos outrora erradicados”.</p>
<p>Além desta “substituição”, o especialista realçou como problema a “disponibilidade geral das vacinas, associada à complexidade de fabrico e ao custo de produção”. Para resolver estas questões, o preletor enumerou algumas possíveis soluções, como aumentar a valência da PCV. Porém, também esta solução tem como entraves as limitações de fabrico e problemas relacionados com aspetos imunológicos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Vacinação hexavalente em 2019</strong></p>
<p>Este foi o tema da palestra do Prof. Doutor Johannes Huebner que começou por apresentar alguns dados referentes à difteria, uma doença infecciosa considerada rara, uma vez que “a taxa de vacinação infantil ultrapassa os 95%”. Na Europa, o número de casos que surgem por ano situam-se entre os 10 e os 100, e de acordo com dados de 2016 do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), “a maioria dos casos estão relacionados com a não vacinação” e, por isso, esta é considerada como crucial.</p>
<p>“A vacinação deve ser feita o mais precocemente possível e se as vacinas combinadas estiverem disponíveis no país, então devem ser usadas para minimizar o número de injeções”, afirmou o orador antes de evidenciar as três vacinas hexavalentes que incluem o toxoide da difteria atualmente disponíveis.</p>
<p>Centrando toda a sua apresentação no artigo de Obando-Pacheco et al. (Vaccine, 2018), o Prof. Doutor Johannes Huebner explicou que as vacinas combinadas têm os seus desafios – por exemplo, complexidade da formulação, custos de avaliação e do controlo de qualidade, dificuldade em distinguir qual dos agentes pode ser responsável por eventos adversos –, mas que assentam em valores económicos e saúde pública, assim como valores sociais, na perspetiva da criança (melhor proteção, menos reações adversas locais e menos dor/desconforto), dos pais (melhor aceitação e menor perda de tempo/produtividade) e dos profissionais de saúde (melhoria da eficiência na prática clínica).</p>
<p>Para concluir, o palestrante sublinhou que “as vacinas combinadas oferecem inúmeras vantagens e devem ser utilizadas sempre que possível, sendo que todas as vacinas hexavalentes disponíveis atualmente poder ser usadas na vacinação primária e de reforço em crianças, ainda que existam diferenças menores entre as várias preparações, já que todas demonstraram induzir imunidade suficiente para as proteger de todos os patogénios abrangidos”.</p>
<p>Reflexo das mais-valias deste tipo de vacinação, em 2017, passou a fazer parte do Programa Nacional de Vacinação a vacina combinada hexavalente contra difteria, tétano, tosse convulsa, poliomielite, Haemophilus influenzae tipo b e Hepatite B (DTPaHibVIPVHB), para haver uma minimização número de injeções e melhor aceitação do esquema recomendado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Acabar com o ceticismo em relação às vacinas</strong></p>
<p>“Can Vaccine Magic Convert Vaccine Skeptics?” foi a questão que serviu de mote para a última intervenção, levada a cabo pelo Prof. Doutor Federico Martinón-Torres, chefe de Pediatria no Hospital Clínico Universitario de Santiago de Compostela (Espanha). Focando-se inicialmente nos efeitos heterólogos (não específicos) da vacinação, o palestrante lembrou que algumas vacinas têm a capacidade de induzir respostas imunes contra vários patogénios.</p>
<p>Estes efeitos não específicos da vacinação foram observados maioritariamente após a introdução da vacina BCG. “Nos países em que esta vacina foi aplicada, a redução na mortalidade por todas as causas foi superior à que a que era expectável pela prevenção apenas da mortalidade relacionada com tuberculose”, disse o Prof. Doutor Federico Martinón-Torres, acrescentando que este efeito heterólogo da vacina BCG foi também observado aquando de uma análise realizada em Espanha (De Castro MJ, Pardo-Seco J, Martinon-Torres F. CID 2015), na qual se observou uma redução na taxa de hospitalizações não relacionadas com o patogénio em si, mas devido a infeções respiratórias causadas por outros microrganismos (menos 41,4%) e também devido a sepsis (menos 35,7%). Outras vacinas demonstraram igualmente efeitos heterólogos, tais como, contra o sarampo e a poliomielite e, mais recentemente, contra rotavírus.</p>
<p>No caso da vacina BCG, o efeito heterólogo pode ser explicado por dois mecanismos: imunidade heteróloga, isto é, por reatividade cruzada que vai estimular as células T de memória; imunidade inata “treinada”, mais especificamente, “por reprogramação dos monócitos” e, consequentemente, macrófagos “treinados” (Netea MG et al. Nature Immunology 2015; Mehta S et al. Immunology &amp; Cell Biology 2015; Benn CS et al. Trends in Immunology 2013).</p>
<p>Para o palestrante, o efeito heterólogo “pode abrir uma nova perspetiva quanto aos benefícios das vacinas e pode levar inclusivamente a uma mudança na sua utilização, até mesmo para vacinas mais antigas, como a do sarampo ou BCG”.</p>
<p>No seguimento da sua intervenção, o Prof. Doutor Federico Martinón-Torres lembrou que, apesar das mais-valias em termos dos efeitos das vacinas, atualmente, caminhamos para aquilo que poderá ser um problema de saúde pública causado pelas campanhas anti-vacinação, algo que levou a própria Organização Mundial de Saúde a colocá-las no seu top 10 de ameaças à saúde global. Tal como mostrou o especialista, as consequências destas campanhas começam a surgir, com a ocorrência de surtos de algumas doenças que se consideravam controladas, como o sarampo. De acordo com dados do ECDC de fevereiro de 2019, “o sarampo está de volta à Europa”, com vários países a apresentarem inúmeros casos (à exceção da Islândia que teve zero casos).</p>
<p>Segundo o preletor, o ceticismo quanto à vacinação está intimamente relacionado com vários aspetos, como por exemplo, a utilização do “Dr. Google”. Apesar de este motor de busca permitir a procura de informação, sabe-se que a falta de aceitação das vacinas pode estar associada com a “desinformação” disseminada através de vários meios, como as redes sociais e os media.</p>
<p>Assim, uma das mensagens-chave da preleção do Prof. Doutor Federico Martinón-Torres foi que o fator mais importante para a decisão dos pais quanto a vacinarem os filhos é a recomendação do médico. “Países em que estes profissionais de saúde demonstrem uma maior confiança nas vacinas, acabam por ter um maior número de pessoas a expressarem-se publicamente de forma positiva sobre a vacinação”, declarou o orador, frisando que a atuação dos médicos e outros profissionais de saúde é ainda mais relevante “em grupos de pessoas que não estão vacinadas e que se assumem hesitantes relativamente a vacinarem-se”.</p>
<p>Para concluir, o Prof. Doutor Federico Martinón-Torres aproveitou estar a dirigir-se a profissionais de saúde para reforçar que “o poder da vacinação está nas mãos de todos”.</p>
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