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	<title>alergia Archives - My Pediatria</title>
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	<title>alergia Archives - My Pediatria</title>
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		<title>Medidas de prevenção de alergia no recém-nascido: mudança de paradigma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Nov 2019 17:09:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[alergia]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Nacional de Pediatria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em jeito de retrospectiva, o Dr. José Lopes dos Santos, no 20.º Congresso Nacional de Pediatria, comparou as atuais medidas de prevenção de alergia no recém-nascido com as anteriores. Em entrevista ao My Pediatria, o médico explica o impacto da alimentação e da pele como fatores preventivos de alergias. Assista ao vídeo. As medidas de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em jeito de retrospectiva, o <strong>Dr. José Lopes dos Santos</strong>, no 20.º Congresso Nacional de Pediatria, comparou as atuais medidas de prevenção de alergia no recém-nascido com as anteriores. Em entrevista ao My Pediatria, o médico explica o impacto da alimentação e da pele como fatores preventivos de alergias. Assista ao vídeo.</p>
<p><span id="more-212433"></span></p>
<p>As medidas de prevenção “que têm sido delineadas são, sobretudo, relacionadas com a alimentação” para a criança alérgica, afirmou o médico, explicando que “se tem modificado ao longo dos anos”. Um desses exemplos é o leite. No espaço de 20 anos, a “forma de ver a alimentação mudou”, tanto pela “evicção dos alergénios” como na “educação do sistema imunológico”, explicou o especialista.</p>
<p>Além disso, o médico referiu a “indução de tolerância através da introdução relativamente precoce de alergénios”, lembrando vários estudos que já confirmaram que “alimentos considerados perigosos em termos alérgicos, como o amendoim e o ovo, que não devem ser introduzidos muito tardiamente para se conseguir fazer uma prevenção eficaz”.</p>
<p>No entanto, o especialista alertou para a importância dos cuidados da alimentação, de maneira a “evitar determinar alergénios”, mas também na “manipulação do recém-nascido”. Ou seja, a mãe deve lavar as mãos antes e depois de ter entrado em contacto com potenciais alergénios, assegurar a proteção da pele do lactente pelo menos durante seis meses, com “embolientes que contenham fatores de proteção de barreira, como ceramidas”, apontou.</p>
<p>Em relação à pele, há neste momento a “possibilidade da prevenção da através da pele”, que a partir de sensibilizações alérgicas se consegue prever se a pele vai ser ou não atópica. Com cremes restauradores “conseguimos também prevenir o aparecimento das alergias alimentares e, eventualmente, conseguir travar a marcha alérgica”, concluiu.</p>
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		<title>Diagnóstico em Alergia. Não estamos sós&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Oct 2018 08:58:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[alergia]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Clínico de Alergologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160;Na prática da Medicina o essencial é o diagnóstico que deve ser o mais exato possível com valorização de todas as comorbilidades e eventuais efeitos secundárias de alguma medicação em curso. Para se atingir essa meta é preciso “tempo” e conhecimentos. Se por um lado os conhecimentos científicos crescem a uma velocidade “assustadora”, o tempo [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Na prática da Medicina o essencial é o diagnóstico que deve ser o mais exato possível com valorização de todas as comorbilidades e eventuais efeitos secundárias de alguma medicação em curso. Para se atingir essa meta é preciso “tempo” e conhecimentos. Se por um lado os conhecimentos científicos crescem a uma velocidade “assustadora”, o tempo escasseia cada vez mais, atingindo-se tempos de consulta onde é muito provavelmente impossível fazer qualquer diagnóstico com segurança.</p>



<span id="more-212061"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Na alergologia não é diferente e o tema por mim abordado, “Diagnóstico em Alergia; não estamos sós”, não queria falar do “tempo”, nem dos conhecimentos adquiridos, mas dos exames complementares e biomarcadores que temos hoje em dia para conseguirmos o melhor e o mais correto dos diagnósticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento da prevalência das doenças alérgicas é uma realidade e entre as sensibilizações mais comuns, as alergias a “pneumoalergenos” são sem dúvida as mais importantes e mais prevalentes, razão pela qual a minha exposição se centra sobre este tipo de sensibilizações e não a sensibilizações que normalmente têm uma outra abordagem, como a alergia alimentar, a venenos ou a medicamentos. Os fundamentos do diagnóstico da doença alérgica assentam pois na história clínica. Posteriormente e para apoiar (ou confirmar) as suspeitas de uma sensibilização o alergologista tem ao seu dispor os testes cutâneos de alergia, as provas de provocação, o doseamento das IgE específicas e o diagnóstico molecular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na primeira linha estão os testes cutâneos que foram utilizados inicialmente por Dr. Charles Blackley (1872) e posteriormente desenvolvidos Sir Thomas Lewis (1950) e que desde os anos 70, assumiram-se como o principal procedimento na prática clínica para objetivar uma sensibilização e confirmar a existência de uma doença alérgica. O doseamento das IgE específicas é uma consequência da descoberta da imunoglobulina E (IgE) nos anos 60 e que foi (e se mantêm) um biomarcador importantíssimo na identificação de sensibilizações. Tradicionalmente os testes cutâneos por picada (prick testes) e dos anticorpos das IgE específicas, testam a mesma coisa, tendo ambos por base, extratos obtidos a partir da fonte alergénica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estas duas formas de identificação das sensibilizações têm vantagens e limitações e são escolhidas, com base na sensibilidade e experiência dos alergologistas e que muitas vezes os utilizam como complementares um do outro. Os doentes cuja história clínica não consegue ser suportada pelos resultados dos testes cutâneos e do doseamento das IgE especificas podem necessitar de uma segunda linha de exames como são os testes de provocação (conjuntival, nasal ou pulmonar) e o teste de ativação dos basófilos. Os resultados dos testes cutâneos são seguros, mais baratos que o doseamento das IgE especificas e tem uma alta sensibilidade (superior aos testes in vitro), embora ela possa variar em consequência de vários fatores, como a qualidade do extrato utilizado ou a técnica utilizada. Estes testes permitem uma abordagem rápida no “screening” de potenciais sensibilizações. Os testes in vitro (doseamento das IgE específicas) necessitam de algumas horas para serem processados, o que implica uma segunda visita pelo paciente, tem uma resposta numérica que é quantificada e têm uma especificidade mais elevada que os testes cutâneos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente às alergias alimentares, os testes cutâneos normalmente utilizados não são os extratos comerciais, mas sim feitos através da utilização de alimentos frescos ou congelados. Em relação aos venenos são utilizados comerciais feitos do próprio veneno e já em relação ao diagnóstico de uma alergia a medicamentos, muita termina sobre uma prova de provocação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após os finais dos anos 80 e com a evolução dos testes in vitro (doseamento das IgE específicas) e com base numa nova tecnologia (DNA) as moléculas alérgicas foram caracterizadas e clonadas, sendo dado um passo importantíssimo numa maior precisão de demonstrar a existência de sensibilização. Este novo utensílio de diagnóstico, mudou a forma de diagnosticar, valorizar clinicamente e tratar as doenças alérgicas, nomeadamente na indicação para um tratamento de imunoterapia em geral para todo o tipo de alergias, mas muito particularmente no diagnóstico e valorização de uma alergia alimentar. Por isso o tema desta conferência, “… não estamos sós”. Sim, não estamos sós, mas o alergologista tem de escolher as “melhores companhias” que o ajudem no diagnóstico e valorização de uma sensibilização alérgica. Em resumo os testes cutâneos e os doseamentos das IgE específicas são, no seu conjunto, dois métodos de identificação de uma sensibilidade alérgica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada um deles tem vantagens e desvantagens e o clínico deve escolher de acordo com o cenário clínico de doente. Os testes cutâneos são mais sensíveis e por isso melhores para um despiste alergológico, mas o doseamento das IgE especificas é mais específico e mais seguro. Os testes cutâneos podem reagir positivamente a outros mecanismos (falso positivos e por isso uma especificidade inferior) Sem dúvida que no atual momento os testes in vitro (doseamento das IgE especificas) e muito especialmente a identificação e doseamento dos alérgenos moleculares tem argumentos para se assumirem como os principais biomarcadores das senilizações alérgicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas em 2018 muito resta a fazer como a regulamentação por parte da AEM sobre os extratos alergénicos com o risco que ela possa torná-los pouco rentáveis e muitos deles poderem desaparecer do mercado, indo obrigatoriamente mudar a conduta diagnóstica hoje assumida pela maioria dos alergologistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Artigo de opinião originalmente publicado na revista Children&#8217;s Medicine do 7.º Congresso da Sociedade Portuguesa de Alergologia Pediátria, disponível em <a href="https://publicacoes.newsfarma.pt/">https://publicacoes.newsfarma.pt/</a>. </p>
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